
Transcrevo abaixo alguns trechos de um ensaio sobre o filósofo Vilém Flusser, escrito por Teixeira Coelho e publicado no Estado de São Paulo em Maio deste ano de 2010.
Imagem x Texto x História - O livro seria um “estágio intermediário” e sumirá porque a escrita desaparecerá (…) As imagens são mais amigáveis para o conhecimento. (…) As consequências são sérias. (…) A história, função da escrita e da consciência correspondente, também desaparecerá junto com a escrita.
Uma mente “livre para pensar“? – A inteligência artificial “disporá de uma consciência histórica que superará a nossa. E já que essa inteligência fará e terá uma consciência histórica melhor que a nossa, ficaremos livres para nos concentrarmos em outras coisas. Em quê? Na experiência concreta do presente, por exemplo (…)
Totalitarismo – De fato, ele era um espírito independente, não aceitava chamamentos à ordem unida. E igual independência mostrou ao desestimular os jovens a entrar para a guerrilha: não só a via fadada ao fracasso (e o preço seria alto demais em vidas e futuros) como punha em questão os ideais dos grupos organizados de inspiração militar que se opunham à ditadura, neles vendo os germes do que diziam combater: o totalitarismo.
Brasil x Flusser x Tempo – Flusser desistiu do Brasil em 1972. Por algo terá sido. O Brasil desistiu de Flusser? Em parte sim. Ele estava à frente do tempo e contra o tempo. Isso pesou. E pesa. É difícil e inglório pensar a contrapelo.
Ensaio completo aqui. Algumas informações, referências e links sobre Flusser em sua página na wikipedia, aqui.
PS: a imagem que ilustra este post foi obtida na internet, neste blog.