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	<title>7luas &#187; blog</title>
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	<description>7luas - blog</description>
	<lastBuildDate>Fri, 04 May 2012 17:42:50 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Elementos do Estilo Tipográfico (I)</title>
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		<comments>http://www.7luas.com.br/tudo/elementos-do-estilo-tipografico/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 06 Apr 2012 01:37:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>7luas</dc:creator>
				<category><![CDATA[blog]]></category>
		<category><![CDATA[tudo]]></category>

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		<description><![CDATA[[A] tipografia, assim como a poesia e a pintura, a tecelagem e a arte de contar histórias, não melhorou. Esse é a maior prova de que a tipografia está mais próxima da arte que da engenharia. Como todas as artes, ela é basicamente imune ao progresso, embora não seja imune à mudança. A melhor e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" title="Elementos do Estilo Tipográfico" src="http://www.7luas.com.br/wp-content/uploads/20120405_blog_elementos-do-estilo_thumb.jpg" alt="" width="450" height="120" /></p>
<blockquote><p>[A] tipografia, assim como a poesia e a pintura, a tecelagem e a arte de contar histórias, <em>não melhorou</em>. Esse é a maior prova de que a tipografia está mais próxima da arte que da engenharia. Como todas as artes, ela é basicamente imune ao progresso, embora não seja imune à mudança. A melhor e a pior tipografia são tão boas ou tão más quanto sempre foram. (pág 213)</p></blockquote>
<p>O livro <strong><a href="http://books.google.com.br/books?id=okMpNGMYmboC" target="_blank">Elementos do Estilo Tipográfico</a></strong> (Robert Bringhurst, 2005 &#8211; primeira edição de 1992) é considerado referência na área da tipografia. É um texto denso e informativo, mas ao mesmo tempo leve e bem humorado. Seu escopo é abrangente, abordando tópicos relacionados ao texto e a linguagem de uma maneira mais ampla, bem como ao design. Isso torna a leitura interessante mesmo para quem não é um especialista em tipografia (como é o meu caso &#8211; eu mal sei identificar uma Arial).</p>
<p>Reproduzo abaixo algumas informações, idéias e trechos que achei particularmente interessantes na minha leitura deste livro.  <span id="more-2014"></span><strong> </strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Regras flexíveis</strong></p>
<p><strong> </strong>Apesar de grande parte do livro ser dedicada à definição de categorias e diretrizes, e em análises precisas e objetivas de fontes e conceitos tipográficos, o autor faz questão de deixar claro que<strong> regras são feitas para serem quebradas</strong>.  Dito isso, eis as regras que a tipografia deve atender, segundo Bringhurst:</p>
<ul>
<li>chamar atenção do leitor, convidar à leitura;</li>
<li>revelar o teor e significado do texto;</li>
<li>tornar clara a estrutura do texto;</li>
<li>conectar o texto aos outros elementos ao seu redor;</li>
<li>&#8220;induzir a um estado de repouso energético, (&#8230;) condição ideal da leitura&#8221; (pág. 31) (!)</li>
<li>garantir atemporalidade (ou durabilidade) ao texto.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Seleção </strong></p>
<p><strong> </strong>Nos trechos a seguir Bringhurst ressalta importância de saber reconhecer, selecionar e valorizar a matéria-prima que se tem à disposição (um conselho valioso para qualquer área):</p>
<blockquote><p>Na tipografia, assim como na filosofia, na música e na gastronomia, é preferível ter um pouco do que há de melhor do que chafurdar no lodaçal do descuido, da rotina e da cópia. (pág 131)</p></blockquote>
<blockquote><p>Quando não houver nada além de batatas para o jantar, pode-se caçar uma cebola, um pouco de pimenta, sal, coentro e creme de leite na cozinha para enriquecer o prato, mas não adianta nada fingir que as batatas são na verdade camarões ou cogumelos. (pág 108)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>A matemática visa o prazer</strong></p>
<p><strong> </strong>Ao justificar a objetividade e precisão com a qual explora a tipografia através da Matemática, Bringhurst explica:</p>
<blockquote><p>A matemática não está aí para impor trabalhos forçados a ninguém; ao contrário, seu único propósito é o prazer. Ela está aí para garantir o prazer daqueles que gostam de examinar o que estão fazendo, o que fizeram ou o que farão, talvez na esperança de fazê-lo ainda melhor. (pág 161)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>A importância da tipografia</strong></p>
<blockquote><p>A tipografia e a edição de fontes não vão salvar o mundo, mas a coexistência pacífica e o intercâmbio entre os sistemas de escrita do mundo poderiam ser um passo nessa direção. (pág 202)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Vitalidade na variabilidade, tipografia digital</strong></p>
<p><strong> </strong>Bringhurst relata que, nos primórdios da tipografia, os glifos (ou tipos) utilizados nas prensas apresentavam pequenas variações entre si, mesmo entre caracteres e símbolos iguais (uma variação que se acrescentava à variabilidade natural da impressão física). Isto é, nem toda letra &#8220;A&#8221; que aparecia em um texto era idêntica, por exemplo.</p>
<blockquote><p>Poucos leitores perceberiam essa diferença de modo consciente, mas cada uma dessas letrinhas sorrateiramente variantes dava seu quinhão de vitalidade à página &#8211; vitalidade que sobrevive mesmo após quinhentos anos de permanência na estante de uma biblioteca. (pág 202)</p></blockquote>
<p>Esta característica seria retomada mais adiante com a tipografia digital, através de fontes procedurais como a <a href="http://www.ascenderfonts.com/font/sophia-font.aspx" target="_blank">Sophia</a> (Matthew Carter) e <a href="http://letterror.com/foundry/beowolf/" target="_blank">Beowolf</a> (letterror).</p>
<blockquote><p>A graça não-premeditada é tão crucial para a vivacidade de uma página como para a de um jardim. (pág 207)</p></blockquote>
<p>Mas este elemento da variabilidade não deve obscurecer a função principal da tipografia, que é a de atuar como uma &#8221;escrita idealizada&#8221;.</p>
<blockquote><p>[A] tarefa do tipógrafo [continua sendo aquela de] conferir ilusão de velocidade e vitalidade sobre-humanas &#8211; e de paciência e precisao sobre-humanas &#8211; à mão que escreve. (pág 25).</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<hr />
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Tipografia, música, linguagem</strong></p>
<p><strong> </strong>No início deste post citei um trecho no qual Bringhurst explica que a tipografia, assim como outras artes, é &#8220;imune ao progresso&#8221;, mas não imune à mudança. De fato, a tipografia tende a estar sempre em evidência, não só entre os tipógrafos, mas também entre designers, artistas e criativos de outras áreas, incluindo programadores e &#8220;artistas procedurais&#8221;. Constantemente surgem novas <a href="http://fontstruct.com/" target="_blank">ferramentas</a> e <a href="http://lifehacker.com/5897805/type-connection-teaches-you-how-to-pair-fonts-in-your-designs-by-sending-them-on-dates" target="_blank">abordagens</a> à tipografia.</p>
<p>O caráter quase matemático da tipografia parece incentivar uma abordagem mais <strong>conceitual</strong> à criação e no pensar sobre a <strong>linguagem</strong> (e na maneira de expressar linguagem). Esta característica faz com que a tipografia de certa forma transcenda os seus próprios limites (algo similar acontece com a música, por exemplo).</p>
<p>&nbsp;</p>
<hr />
<p>&nbsp;</p>
<p>Neste post procurei mencionar algumas das idéias que mais me interessaram em <strong>Elementos do Estilo Tipográfico</strong>. Mas o livro vai muito além disso, é claro, então recomendo a leitura para quem se interessar no assunto (mais adiante publicarei um segundo post complementando este, com mais algumas informações &#8211; se quiser ser avisado, adicione o blog no seu <strong>RSS</strong>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>PS: veja algumas das minhas produções experimentais e conceituais na área da tipografia em <a href="http://www.7luas.com.br/tipografia/" target="_blank">7luas.com.br/tipografia</a></em></p>
<p><em>PPS: este site que vos fala utiliza o API <a href="http://www.google.com/webfonts" target="_blank">Webfonts</a> da Google para definir fontes para os títulos dos posts.</em></p>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Elementos do Estilo Tipográfico</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">&#8220;[A] tipografia, assim como a poesia e a pintura, a tecelagem e a arte de contar histórias, NÃO MELHOROU (Itálico). Esse é a maior prova de que a tipografia está mais próxima da arte que da engenharia. Como todas as artes, ela é basicamente imune ao progresso, embora não seja imune à mudança. A melhor e a pior tipografia são tão boas ou tão más quanto sempre foram.&#8221; (pág 213)</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">{O livro BLA é considerado referência BLABLA. É um livro rico, denso e informativo (muito conteúdo), mas ao mesmo tempo leve (diagramação leve; texto bem organizado e estruturado; o autor defende que regras existem para serem quebradas) e bem humorado. Apesar de me interessar por tipografia, sou ruim até em distinguir fontes simples entre si &#8211; mas a variedade de tópicos e temas abordados pelo AUTOR é tão vasta que acabei encontrando muita coisa do meu interesse.</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">{Mesmo se você for um tipógrafo ou designer expert, tenho certeza que vai encontrar alguma coisa quenão conhecia aí embaixo} (mude o tom. parece que quero vender o blog)</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A tipografia deve:</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">chamar atenção, convidar à leitura;</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">revelar teor e significado do texto;</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">tornar clara a estrutura do texto</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">conectar o texto a outro elementos ao redor;</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">&#8220;induzir a um estado de repouso energético, (&#8230;) condição ideal da leitura&#8221; (pág. 31)</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">garantir atemporalidade (ou durabilidade) ao texto.</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Alguns itens que me chamaram atenção:</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Linhas compridas: pedem uma entrelinha maior;</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Linhas curtas: sugerem uma leitura mais efêmera (como um jornal ou revista)</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Itálico: o termo refere-se à escrita à mão (e apenas indiretamente ao fato de ser &#8220;deitadinha&#8221;)</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Peso da fonte (espessura, cor): deve diminuir à medida que ela aumenta (ao contrário do que geralmente ocorre)</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Nota de rodapé: o autor considera um recurso &#8220;impertinente&#8221;, útil só às vezes &#8211; quando termina em outra página, é um &#8220;fracasso de design&#8221;</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Nota de margem: dá vida e variedade à página, além de ser mais fácil de achar para o leitor</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Hífen: idealmente deve ser saliente à direita (ao invés de alinhado com o restante do parágrafo)<span style="white-space: pre;"> </span></div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Margens: ditam 50% da integridade da página (a outra metade são as letras)</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Impressão cega: sem cor, apenas marcando a página</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Gutenberg: não foi o inventor da prensa com tipos móveis, que teria sido inventada na China por volta de 1040, por Bí Shëng.</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">- usar algarismos alinhados em texto corrido &#8220;rejeita violentamente a verdade das letras&#8221; (! pg 57) -em titulo ok</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Já reparou que você sempre tecla &#8220;A&#8221;, mas geralmente é pra gerar &#8220;a&#8221;?</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Sobre escolha de fontes</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">&#8220;Na tipografia, assim como na filosofia, na música e na gastronomia, é preferível ter um pouco do que há de melhor do que chafurdar no lodaçal do descuido, da rotina e da cópia.&#8221; (pág 131)</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">&#8220;Quando não houver nada além de batatas para o jantar, pode-se caçar uma cebola, um pouco de pimenta, sal, coentro e creme de leite na cozinha para enriquecer o prato, mas não adianta nada fingir que as batatas são na verdade camarões ou cogumelos.&#8221; (pág 108)</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Sobre matemática:</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">&#8220;A matemática não está aí para impor trabalhos forçados a ninguém; ao contrário, seu único propósito é o prazer. Ela está aí para garantir o prazer daqueles que gostam de examinar o que estão fazendo, o que fizeram ou o que farão, talvez na esperança de fazê-lo ainda melhor.&#8221; (pág 161)</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><span style="white-space: pre;"> </span></div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O papel da tipografia:<span style="white-space: pre;"> </span></div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">&#8220;A tipografia e a edição de fontes não vão salvar o mundo, mas a coexistência pacífica e o intercâmbio entre os sistemas de escrita do mundo poderiam ser um passo nessa direção.&#8221; (pág 202)</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A vitalidade da variabilidade</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O autor explica que nos primórdios da tipografia haviam diversas versões para cada letra e caracter de uma determinada família de fontes.</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">&#8220;Poucos leitores perceberiam essa diferença de modo consciente, mas cada uma dessas letrinhas sorrateiramente variantes dava seu quinhão de vitalidade à página &#8211; vitalidade que sobrevive mesmo após quinhentos anos de permanência na estante de uma biblioteca.&#8221; (pág 202)</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">{O texto também fala de}</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">kerning</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">questões de propriedade intelectual (que nesta área protege mais os nomes das fontes do que as formas em si)</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">símbolos curiosos, como &#8220;o chifrudo&#8221; e a &#8220;parada glotal&#8221; pgs 342 e 343</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">relacao forte com a musica: ritmo, harmonia, contraponto<span style="white-space: pre;"> </span></div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">conceitos de tipografia digital</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><span style="white-space: pre;"> </span>- (por exemplo, trata como o hinting[link?] tem perdido relevância com o aumento na resolução dos displays [link pro retina?])</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><span style="white-space: pre;"> </span>- da proceduralidade como forma de resgatar a variabilidade nas formas dos glifos (mencionado anteriormente),</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><span style="white-space: pre;"> </span>com exemplos como a fonte Sophia de Matthew Carter</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><span style="white-space: pre;"> </span>e Beowolf (q cito na minha pesquisa &#8211;  link) como importante exemplo.</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><span style="white-space: pre;"> </span>- Chega a dizer que &#8220;A graça não-premeditada é tão crucial para a vivacidade de uma página como para a de um jardim.&#8221; (pág 207)</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Embora&#8230;</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">&#8220;[A] tarefa do tipógrafo [continua sendo aquela de] conferir ilusão de velocidade e vitalidade sobre-humanas &#8211; e de paciência e precisao sobre-humanas &#8211; à mão que escreve.&#8221; pg 25</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><span style="white-space: pre;"> </span>- é  aideia da tipografia como &#8220;escrita idealizada&#8221;</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><span style="white-space: pre;"> </span>- obs; lembrei da letra da helena (link?)</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><span style="white-space: pre;"> </span></div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Aliás, ele é BEM antenado com a natureza da midia digital. Da tela</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">&#8220;A tela imita o céu, não a terra. Ela bombardeia os nossos olhos com luz em vez de esperar pelo nosso olhar para retribuir-nos a dádiva da visão. Ela não é ao mesmo tempo serena e vívida, como um campo florido, como o semblante de alguém que pensa ou ainda como o uma página tipográfica bem-feita. E nós lemos a tela como quem lê o céu: em varreduras rápidas, adivinhando o clima pela mudança das formas das nuvens, ou como os astrônomos, examinando detalhes de imagens telescópicas. Buscamos ali mais pistas e revelações que sabedoria. Isso faz da tela um lugar atraente para a publicidade e para a dogmatização, mas não tão atraente para textos reflexivos.&#8221; (pág 210)</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">ADOREI! Acho que é quem melor define o que é ler na tela.</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><span style="white-space: pre;"> </span></div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Composição de texto, linguagem</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">- evite começar 2 linhas segudas com a mesma palavra (le3gal q acaba lidando com CONTEUDO! e se o texto PEDE a msma! <img src='http://www.7luas.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">- Evite linhas órfãs (sozinha embaixo da pg, separada do seu paragrafo)<span style="white-space: pre;"> </span>ou viuva (sozinha noinicio de nova pg)</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">- aids, não AIDS, pois assim como laser, já virou palavra<span style="white-space: pre;"> </span></div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><span style="white-space: pre;"> </span></div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Final</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">- Enfim, apesar de eu nao manjar, é educativo.</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">- google web fonts, q EU uso no blog ne?</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">- aquele link?</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">- minhas fontes (apesar de eu nao manjar.faço concetuais)..<span style="white-space: pre;"> </span></div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">fato: é um tema cabuloso. nao absorvo nem 10%</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><span style="white-space: pre;"> </span>Sim, eu nao manj de fonte. E pulei GRANDE parte na qual ele fala de vaarias 9e eu nem sei distiguir). mas ainda assim é interessnante</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">- Esse livro &#8220;estaga&#8221; pessoas&gt; Por ex, depois de ver que o hifen pode ser &#8220;afastado&#8221;, senti falta disso, Etc</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><span style="white-space: pre;"> </span></div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">PS (no final)?:</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Discordo:</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">- tipografo-&gt;texto = diretor-&gt;peça = musico-&gt;composicao</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><span style="white-space: pre;"> </span>Eu: NAO! (?)..</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><span style="white-space: pre;"> </span>Talvez sim em x certos textos, como alguns exemplos q ele dá, de romances com multiplos tempos, narradores, sinalizados com estilo s de texto direrentes, etc &#8211; mas EU vejo isso como esceccao. NAO EH LITERTURA.; É quase &#8220;poesia concreta&#8221; (ou literatura concreta??) <img src='http://www.7luas.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Tipologia:</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><span style="white-space: pre;"> </span>Por um lado parece fazer sntido pensar composicao e tipologioa JUNTo com texto., por outro, soa errado</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><span style="white-space: pre;"> </span>Afinal, nem todo texto faz (ou pede, ou permite) tal relacao . EU diria que A MAIORIA é INDEPENDENTE da forma d eexibicao (fonte, etc)</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><span style="white-space: pre;"> </span>Claro que a fonte muda o etido do texto. Mas isso nao se refere ao texto e sim aa fonte</div>
</div>
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		<title>Elementos do Estilo Tipográfico (II)</title>
		<link>http://www.7luas.com.br/tudo/elementos-do-estilo-tipografico-parte-ii/</link>
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		<pubDate>Wed, 04 Apr 2012 18:05:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>7luas</dc:creator>
				<category><![CDATA[blog]]></category>
		<category><![CDATA[tudo]]></category>

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		<description><![CDATA[Esta é a segunda parte deste post anterior, com mais algumas informações práticas e curiosidades que achei interessantes no livro. Também trato brevemente sobre a questão da relação entre forma e conteúdo e a natureza das mídias digitais. Informações práticas, dicas e conselhos Linhas curtas sugerem uma leitura mais efêmera (como um jornal ou revista); O peso da fonte (espessura, cor) [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esta é a segunda parte <a href="http://www.7luas.com.br/blog/elementos-do-estilo-tipografico/" target="_blank">deste post</a> anterior, com mais algumas <strong>informações práticas</strong> e <strong>curiosidades</strong> que achei interessantes no livro. Também trato brevemente sobre a questão da relação entre <strong>forma e conteúdo </strong>e a natureza das <strong>mídias digitais</strong>.</p>
<p><span id="more-2029"></span></p>
<hr />
<p><strong>Informações práticas, dicas e conselhos</strong></p>
<ul>
<li><strong>Linhas curtas</strong> sugerem uma leitura mais efêmera (como um jornal ou revista);</li>
<li>O <strong>peso da fonte</strong> (espessura, cor) deve diminuir à medida que ela aumenta (ao contrário do que geralmente é feito);</li>
<li>A <strong>nota de rodapé</strong> é vista por Bringhurst como um recurso &#8220;impertinente&#8221;, raramente útil  (e quando começam e terminam em páginas diferentes, são um &#8220;fracasso de design&#8221;);</li>
<li><strong>Notas de margem</strong>, por outro lado, dão vida e variedade à página, além de serem mais fáceis de encontrar;</li>
<li><strong>Hífens</strong> idealmente devem ser salientes à direita (ao invés de alinhados com o restante do parágrafo, como geralmente acontece);</li>
<li><strong>Margens</strong> (o espaço entre o texto e a borda da página) ditam 50% da integridade da página (a outra metade são as letras);</li>
<li><strong>Algarismos </strong>só devem vir alinhados verticalmente em títulos &#8211;  fazê-lo no texto corrido &#8220;rejeita violentamente a verdade das letras&#8221;;</li>
<li><strong>Siglas que se tornaram palavras</strong> (como &#8220;laser&#8221; e &#8220;aids&#8221;) não devem estar em caixa alta.</li>
</ul>
<hr />
<p><strong>Curiosidades</strong></p>
<ul>
<li>O termo &#8220;<strong>itálico</strong>&#8221; se refere à aparência da escrita a mão (hoje ele tende a ser simplificado como um simples aumento no <em>ângulo </em>dos glifos);</li>
<li><strong>Impressão cega</strong> é um tipo de impressão que é feita sem cor (ou tinta), apenas marcando a página;</li>
<li>Os teclados apresentam em sua superfície versões <strong>maiúsculas </strong>das letras (&#8220;A&#8221;), apesar de na maior parte das vezes as teclas serem utilizadas para produzir <strong>minúsculas </strong>(&#8220;a&#8221;);</li>
<li>Alguns alfabetos possuem símbolos curiosos &#8211; meus preferidos são o &#8220;<strong><a href="http://books.google.com.br/books?id=okMpNGMYmboC&amp;lpg=PA342&amp;ots=8sNE06US_h&amp;dq=%22o%20chifrudo%22%20glifo&amp;pg=PA342#v=onepage&amp;q=%22o%20chifrudo%22%20glifo&amp;f=false">o chifrudo</a></strong>&#8221; e a &#8220;<strong><a href="http://books.google.com.br/books?id=okMpNGMYmboC&amp;lpg=PA350&amp;dq=parada%20glotal&amp;pg=PA350#v=onepage&amp;q=parada%20glotal&amp;f=false">parada glotal</a></strong>&#8220;.</li>
</ul>
<hr />
<p><strong>Forma e conteúdo</strong></p>
<p>Uma idéia recorrente neste livro é de que haveria (idealmente) uma associação fundamental entre um texto (em linguagem escrita) e a tipografia empregada para a sua apresentação. Neste sentido, o texto estaria para o tipógrafo assim como uma peça estaria para um diretor teatral, ou uma composição para um músico. O autor cita como exemplo determinados romances nos quais diferentes tempos narrativos ou narradores são identificados com tipologias particulares.</p>
<p>Embora Bringhurst não se aprofunde tanto nesta questão, acredito que a situação descrita acima seja um caso específico no emprego e expressão da linguagem. Afinal, a escrita é uma linguagem ou forma de representação que (a princípio) independe da sua apresentação. Um determinado texto seria o mesmo, independente da fonte escolhida para a sua representação, por exemplo. A partir do momento em que a aparência física (ou visual) dos glifos tem uma função significativa em uma determinada obra, esta deixaria de ser unicamente Literatura (ou escrita), para adentrar uma área mais ampla &#8211; como Poesia Concreta, por exemplo (além disso, haveriam diferentes tipos e graus de equilíbrio entre as influências de cada um destes aspectos em uma determinada produção).</p>
<hr />
<p><strong>Mídia digital</strong></p>
<p>A tipografia digital não é o tema principal deste livro, mas o autor trata das mídias digitais com precisão e clareza conceitual. Isso fica evidente no ótimo trecho a seguir, no qual o autor contrapõe a natureza passiva e reflexiva do papel e a luminosidade efêmera da tela:</p>
<blockquote><p>A tela imita o céu, não a terra. Ela bombardeia os nossos olhos com luz em vez de esperar pelo nosso olhar para retribuir-nos a dádiva da visão. Ela não é ao mesmo tempo serena e vívida, como um campo florido, como o semblante de alguém que pensa ou ainda como o uma página tipográfica bem-feita. E nós lemos a tela como quem lê o céu: em varreduras rápidas, adivinhando o clima pela mudança das formas das nuvens, ou como os astrônomos, examinando detalhes de imagens telescópicas. Buscamos ali mais pistas e revelações que sabedoria. <strong>Isso faz da tela um lugar atraente para a publicidade e para a dogmatização, mas não tão atraente para textos reflexivos</strong>. (pág 210, grifo meu)</p></blockquote>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">http://books.google.com.br/books?id=okMpNGMYmbo</div>
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		<title>Amor Moderno na Golden Shower 2</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Dec 2011 23:50:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>7luas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Duas tirinhas Amor Moderno fazem parte da segunda edição da zine (revista?) Golden Shower, ao lado de mais um monte de gente bacana. Clique acima pra ver a ótima capa do Guazzelli, e leia mais abaixo (tem links pra alguns dos hq&#8217;s). Entre os artistas tem Fabio Lyra, Andrício de Souza, Pablo Carranza (com um hq sobre um cara dedicado a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="Amor Moderno na Golden Shower 2" rel="floatbox.goldenshower2" href="http://www.7luas.com.br/wp-content/uploads/20111205_hq_golden-shower-2_01.jpg"><img class="aligncenter" title="Amor Moderno na Golden Shower 2" src="http://www.7luas.com.br/wp-content/uploads/20111205_hq_golden-shower-2_thumb.jpg" alt="" width="450" height="120" /></a></p>
<p>Duas tirinhas <strong>Amor Moderno</strong> fazem parte da segunda edição da zine (revista?) <strong>Golden Shower</strong>, ao lado de mais um monte de gente bacana. Clique acima pra ver a ótima capa do <a href="http://alemaoguazelli.blogspot.com/" target="_blank">Guazzelli</a>, e leia mais abaixo (tem links pra alguns dos hq&#8217;s).</p>
<p><span id="more-1911"></span></p>
<p>Entre os artistas tem <a href="http://lyra.50webs.com" target="_blank">Fabio Lyra</a>, <a href="http://www.andriciodesouza.com" target="_blank">Andrício de Souza</a>, <a href="http://pablocarranza.com.br/2011/06/27/golden-shower-2-preview/ " target="_blank">Pablo Carranza</a> (com um hq sobre um cara dedicado a comer a Jeannie do Gênio), <a href="http://talktohimselfshow.zip.net" target="_blank">Allan Sieber</a> , <a href="http://www.laerte.com.br" target="_blank">Laerte</a> e muitos outros.</p>
<p>Fora o monte de Daniéis (além de mim), incluindo o <a href="http://danielog.wordpress.com" target="_blank">Og</a> (o traço mais bacana que vi nos últimos tempos),  o Lafayette (hilário o nonsense <a href="http://ultralafa.wordpress.com/2011/09/30/chef-flambe" target="_blank">Chef Flambê</a>), e o Gnattali (com um hq sobre a <a href="http://danielgnattali.blogspot.com/2011/11/saiu-na-golden-shower.html" target="_blank">vida adulta do Calvin</a> sans Haroldo). Também tem ótimas ilustras sacanas de orgia do <a href="http://steingrimveum.com" target="_blank">Steingrim Veum</a> (pra quem não sabe, Steingrim é Daniel em norueguês).</p>
<p>A <a href="http://graoemgrao.wordpress.com/" target="_blank">Cynthia B.</a> está de parabéns &#8211; a <a href="http://goldenshowerz.wordpress.com/" target="_blank">Golden Shower</a> 2 está ainda mais bunita e gordinha que a primeira.</p>
<p><em>PS: na <a href="http://www.7luas.com.br/hq/amor-moderno-na-zine-golden-shower" target="_blank">primeira edição</a> da GS também rolaram tirinhas Amor Moderno.</em></p>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">capa</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">http://1.bp.blogspot.com/-ADDvDDusAWw/TqBCjJcG_GI/AAAAAAAAECY/EpV4zUSA2FU/s1600/untitled.png</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">by</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">http://alemaoguazelli.blogspot.com/</div>
</div>
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		<title>Will Eisner &#8211; sombra</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Nov 2011 21:03:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>7luas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A exposição o Espírito de Will Eisner (CCSP) tem alguns esboços e originais bem legais do artista. Tirei uma foto de um quadro que mostra lado a lado uma página e o papel vegetal com a sombra a ser sobreposta nela. Não resisti e fiz a montagem digitalmente &#8211; clique acima para ver as imagens. Aviso: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="Will Eisner: à direita, papel vegetal com as sombras." rel="floatbox.eisner-sombra" href="http://www.7luas.com.br/wp-content/uploads/20111128_blog_eisner-sombra_01.jpg"><img class="aligncenter" title="Will Eisner (thumbail)" src="http://www.7luas.com.br/wp-content/uploads/20111128_blog_eisner-sombra_thumb.jpg" alt="" width="450" height="120" /></a></p>
<p><a title="Will Eisner: página apenas com o desenho." rel="floatbox.eisner-sombra" href="http://www.7luas.com.br/wp-content/uploads/20111128_blog_eisner-sombra_02.jpg"></a></p>
<p><a title="Will Eisner: sobreposição com a sombra a 50%." rel="floatbox.eisner-sombra" href="http://www.7luas.com.br/wp-content/uploads/20111128_blog_eisner-sombra_03.jpg"></a></p>
<p><a title="Will Eisner: sobreposição com a sombra 100%." rel="floatbox.eisner-sombra" href="http://www.7luas.com.br/wp-content/uploads/20111128_blog_eisner-sombra_04.jpg"></a></p>
<p>A exposição o <strong><a href="http://catracalivre.folha.uol.com.br/2011/11/o-espirito-de-will-eisner-no-ccsp/" target="_blank">Espírito de Will Eisner</a></strong> (CCSP) tem alguns esboços e originais bem legais do artista. Tirei uma foto de um quadro que mostra lado a lado uma página e o papel vegetal com a sombra a ser sobreposta nela. Não resisti e fiz a montagem digitalmente &#8211; clique acima para ver as imagens.</p>
<p><em><strong>Aviso</strong>: a foto é de baixa qualidade (de celular) e o alinhamento aproximado.</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>A Figura Humana (trechos)</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Nov 2011 22:10:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>7luas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Algumas curiosas citações selecionadas do volume 6 da série A Pintura, dedicado à Figura Humana. Da perfeição das diversas partes do corpo da mulher &#8220;Segundo [os artistas hábeis], é preciso que a mulher tenha estatura mediana, para que não incorra no defeito de ser muito grande ou pequena demais&#8221; &#8220;O rosto gracioso, não desfigurado por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Publicidade Enganosa" src="http://www.7luas.com.br/wp-content/uploads/20111110_blog_figura-humana_thumb.jpg" alt="" width="450" height="120" /></p>
<p>Algumas curiosas citações selecionadas do volume 6 da série <strong>A Pintura</strong>, dedicado à Figura Humana.</p>
<p><strong>Da perfeição das diversas partes do corpo da mulher</strong></p>
<blockquote><p>&#8220;Segundo [os artistas hábeis], é preciso que a mulher tenha estatura mediana, para que não incorra no defeito de ser muito grande ou pequena demais&#8221;</p></blockquote>
<blockquote><p>&#8220;O rosto gracioso, não desfigurado por nenhuma ruga; o pescoço, um pouco alongado, carnudo, torneado, de um branco níveo, desenvolto, sem pêlo algum.</p></blockquote>
<blockquote><p>[O]s seios ou mamas, levemente separados, redondos, sem nenhuma flacidez ou moleza, projetando-se moderadamente do colo.</p></blockquote>
<blockquote><p>As nádegas redondas, carnudas, de um branco níveo, arrebitadas, jamais caídas. As coxas, cheias, sobretudo no ponto em que se juntam às nádegas; o joelho, carnudo e redondo. A perna deve ser reta (&#8230;)&#8221;</p></blockquote>
<p><span id="more-1480"></span></p>
<p><strong>As medidas que deve ter o corpo do homem perfeitamente proporcionado</strong></p>
<blockquote><p>&#8220;Ele possui uma costela a menos que a mulher, do lado esquerdo. E possui ossos em todo o corpo. Sua natureza, ou melhor, sua vara, deve ter a medida que agrade às mulheres; que seus testículos sejam pequenos, de bela aparência e frescos.&#8221;</p></blockquote>
<p><strong>Representando a figura humana</strong></p>
<blockquote><p>&#8220;[C]omo, para vestir uma pessoa, primeiro a desenhamos nua e depois a envolvemos de pano, da mesma forma, ao pintar um nu, primeiro colocamos os ossos e os músculos, que depois cobrimos com as carnes&#8230;&#8221;</p></blockquote>
<blockquote><p>&#8220;Os membros dos mortos devem estar mortos, até as unhas. Dos vivos esteja viva a menor das partes.&#8221;</p></blockquote>
<blockquote><p>&#8220;[A] dificuldade de encontrar uma mulher cuja cabeça seja de bela forma e que queira permanecer durante três horas na presença de cerca de sessenta pessoas.&#8221;</p></blockquote>
<p><strong>O pavor</strong></p>
<blockquote><p>&#8220;A boca bem aberta mostra o abalo do coração, pelo sangue que se concentra em sua direção, o que o obriga, se quiser respirar, a fazer um esforço que faz a boca se abrir dessa maneira extrema e que, ao passar pelos órgãos da voz, provoca um som absolutamente desarticulado.&#8221;</p></blockquote>
<p><strong>A orelha</strong></p>
<blockquote><p>&#8220;Sem insistir nesse ponto, eu gostaria de lembrar que a orelha contribui muito para o caráter da cabeça, e que é muito importante exprimi-la por inteiro e com cuidado, e não se contentar em sugeri-la com um traço.&#8221;</p></blockquote>
<p><strong>Os músculos</strong></p>
<blockquote><p>&#8220;Os músculos são meus amigos, mas não conheço nenhum deles pelo nome.&#8221;</p></blockquote>
<p><strong>E, por fim</strong></p>
<blockquote><p>&#8220;Nas imagens humanas produzidas pela arte, a calma é a primeira beleza do corpo, assim como na vida a sabedoria é a mais elevada expressão da alma.&#8221;</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>Obs: não especifiquei o autor das citações &#8211; quem se interessar, faça uma busca <a href="http://books.google.com.br/books?id=Z_NFIOrOSt0C&amp;printsec=frontcover#v=onepage&amp;q&amp;f=false" target="_blank">aqui</a>.</p>
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		<title>Wilson (Daniel Clowes, 2010)</title>
		<link>http://www.7luas.com.br/tudo/wilson-daniel-clowes-2010/</link>
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		<pubDate>Sat, 05 Nov 2011 01:07:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>7luas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Wilson é a última graphic novel de Daniel Clowes, autor de obras fantásticas como Ghost World (1997) e Like a Velvet Glove Cast in Iron (1993). Sempre me atraiu a maneira como este autor consegue comunicar de maneira tão econômica e direta os temas e sentimentos mais complexos (como o clima surreal da narrativa em Like a Velvet [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" title="Wilson" src="http://www.7luas.com.br/wp-content/uploads/20111104_blog_wilson_thumb.jpg" alt="" width="450" height="120" /></p>
<p>Wilson é a última <em>graphic novel</em> de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Daniel_Clowes" target="_blank">Daniel Clowes</a>, autor de obras fantásticas como <strong>Ghost World</strong> (1997) e <strong>Like a Velvet Glove Cast in Iron</strong> (1993).</p>
<p>Sempre me atraiu a maneira como este autor consegue comunicar de maneira tão econômica e direta os temas e sentimentos mais complexos (como o clima surreal da narrativa em <strong>Like a Velvet Glove</strong>, por exemplo). Quem já conhece o trabalho de Clowes vai reconhecer em Wilson o seu humor negro singular, que dá o tom para esta tocante história sobre a vida patética, poética e filosófica de um quarentão amargo e solteirão.</p>
<p><span id="more-1377"></span></p>
<p><img title="Wilson" src="http://www.7luas.com.br/wp-content/uploads/20111104_blog_wilson_01.jpg" alt="" width="450" height="260" /></p>
<p><em>Obs: este post contém spoilers!</em></p>
<p>A princípio o livro parece tratar-se de uma sequência de situações isoladas (uma por página), tendo em comum apenas a presença do protagonista. Mas gradualmente estes breves recortes da vida de Wilson começam a se organizar em torno de um enredo. A história em si, embora pouco original ou mesmo emplogante, surpreende e intriga, principalmente pela maneira como o leitor é timidamente (quase sorrateiramente) apresentado a cada nova revelação.</p>
<p>Dificilmente o leitor se identificará com a personalidade ou as escolhas de Wilson, mas as angústias do personagem são universais &#8211; sua desilusão com a humanidade, comportamento bipolar e visão crítica do mundo. Clowes ainda alfineta alguns grupos em particular, como os religiosos, os nostálgicos, os hipsters e os &#8220;conectados&#8221;.</p>
<blockquote><p>&#8220;If I&#8217;m connected to so many people, why do I feel so profoundly alone every time I turn this thing on?&#8221;</p></blockquote>
<p style="text-align: left;"><img title="Wilson" src="http://www.7luas.com.br/wp-content/uploads/20111104_blog_wilson_02.jpg" alt="" width="450" height="260" /></p>
<p style="text-align: left;">Também é interessante a maneira como o traço empregado pelo autor para desenhar Wilson e o mundo ao seu redor muda a cada nova situação, ora de maneira realista, ora caricatural.</p>
<p style="text-align: left;">É um artifício que Clowes já empregou outras vezes, como em <strong style="text-align: -webkit-auto;">Ice Haven</strong><span style="text-align: -webkit-auto;"> (2005), no qual Clowes também alterna entre um estilo caricatural, quase infantil, e um mais realista. Outro exemplo é </span><strong style="text-align: -webkit-auto;">David Boring </strong><span style="text-align: -webkit-auto;">(2000), que tem determinadas porções da sua narrativa representadas com um estilo de  &#8221;quadrinhos de super-herói&#8221;.</span></p>
<p><img title="Wilson" src="http://www.7luas.com.br/wp-content/uploads/20111104_blog_wilson_03.jpg" alt="" width="450" height="260" /></p>
<p>Apesar de todas as aventuras pelas quais passa o protagonista, e da sugestão de que sua vida de alguma forma muda ou é transformada pelos eventos narrados, a minha impressão final é de que Wilson é simplesmente um fracassado.</p>
<p>Com toda a sua inteligência e capacidade de refletir e filosofiar sobre a humanidade, Wilson nunca parece ter maturidade ou foco para organizar a sua propria vida.</p>
<p><img title="Wilson" src="http://www.7luas.com.br/wp-content/uploads/20111104_blog_wilson_04.jpg" alt="" width="450" height="260" /></p>
<p>Me incomoda um pouco a forma como a estrutura fragmentada do enredo, ao mesmo tempo que intriga e atrai o leitor, também acaba tornando o conjunto de certa forma instável &#8211; em alguns momentos os &#8220;gags&#8221; e piadas pontuais parecem distrair do enredo principal, e vice versa.</p>
<p>Mas no geral esta <em>graphic novel</em> é uma ótima leitura, e representa Clowes em boa forma. A amargura e o tédio da vida de Wilson parecem amenizar a mediocridade das nossas próprias existências, de certa forma celebrando a tragédia (e a beleza) do ser humano.</p>
<blockquote><p>&#8220;I&#8217;m so fucking sick of feeling bad; sick of worrying about my mortality and the goddamn loneliness of the human condition (&#8230;) I am a beautiful creature! I&#8217;m a living monument to nature&#8217;s genius! I&#8217;m alive and breathing and strong! [I'm] a million-in-one fucking miracle!&#8221;</p></blockquote>
<p>Difícil saber se isso é ironia, insanidade ou um sentimento genuíno e duradoro. Talvez os cachorros mereçam mesmo mais carinho e atenção do que as pessoas. Talvez seja essa a epifania final.</p>
<p><em>Obs: tenho outro post sobre o trabalho de Clowes <a href="http://www.7luas.com.br/blog/daniel-clowes/" target="_blank">aqui</a>.</em></p>
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		<title>Fantastic Planet</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Oct 2011 02:09:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>7luas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O filme Fantastic Planet (René Laloux, 1973) é uma viagem &#8211; visual surreal, música lisérgica, efeitos sonoros incríveis e um enredo que parece ter sido inspirado em um bad trip de ácido. Disponível na íntegra no youtube (8 partes, 1h12min total). Clique abaixo para ler mais sobre o filme. Lembro de ter assistido esta animação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" title="Fantastic Planet" src="http://www.7luas.com.br/wp-content/uploads/20110930_blog_fantastic-planet_thumb.jpg" alt="" width="450" height="120" /></p>
<p>O filme <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Fantastic_Planet" target="_blank">Fantastic Planet</a> (René Laloux, 1973) é uma viagem &#8211; visual surreal, música lisérgica, efeitos sonoros incríveis e um enredo que parece ter sido inspirado em um <em>bad trip</em> de ácido. Disponível na íntegra no <a href="http://youtu.be/YHIGJR3inLE" target="_blank">youtube</a> (8 partes, 1h12min total). Clique abaixo para ler mais sobre o filme.</p>
<p><span id="more-1303"></span></p>
<p><img class="aligncenter" title="Fantastic Planet" src="http://www.7luas.com.br/wp-content/uploads/20110930_blog_fantastic-planet_01.jpg" alt="" width="450" height="260" /></p>
<p>Lembro de ter assistido esta animação quando ainda era criança (talvez com uns 8 anos de idade) e ficar bastante impressionado. Tive a oportunidade de rever o filme ontem, quando o <a href="http://www.zefrank.com/zesblog/archives/2011/09/fantastic_plane.html" target="_blank">zefrank</a> postou um link para a animação no seu blog.</p>
<p><img class="aligncenter" title="Fantastic Planet" src="http://www.7luas.com.br/wp-content/uploads/20110930_blog_fantastic-planet_02.jpg" alt="" width="450" height="260" /></p>
<p>Fiquei surpreso como, apesar de terem se passado duas décadas, eu ainda lembrava de um monte de cenas e situações do filme.</p>
<p><img class="aligncenter" title="Fantastic Planet" src="http://www.7luas.com.br/wp-content/uploads/20110930_blog_fantastic-planet_03.jpg" alt="" width="450" height="260" /></p>
<p>Enfim, talvez o clima exótico, erótico, violento e filosófico do Planeta  Fantástico não seja o gosto da maioria das pessoas, mas para quem  topar, é uma viagem e tanto!</p>
<p><img class="aligncenter" title="Fantastic Planet" src="http://www.7luas.com.br/wp-content/uploads/20110930_blog_fantastic-planet_04.jpg" alt="" width="450" height="260" /></p>
<p>Na cena acima o protagonista ganha uma roupa cuspida por bichos-da-seda-intergaláticos. Abaixo, um dos momentos mais surreais do filme todo.</p>
<p><img class="aligncenter" title="Fantastic Planet" src="http://www.7luas.com.br/wp-content/uploads/20110930_blog_fantastic-planet_05.jpg" alt="" width="450" height="260" /></p>
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		<title>Olho</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Sep 2011 01:46:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>7luas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pessoas tendem a agir de maneira diferente quando estão sendo observadas &#8211; ou mesmo quando pensam que podem estar sendo observadas, como no caso das câmeras de segurança falsas e do Panopticon. Mesmo a imagem de um olho muitas vezes já basta para estimular algum tipo de (auto)reflexão (como na série Surveillance do Shepard Fairey). Inspirados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="Olho" rel="floatbox.olho" href="http://www.7luas.com.br/wp-content/uploads/20110905_plasticas_olho_01.jpg"><img class="aligncenter" title="Olho" src="http://www.7luas.com.br/wp-content/uploads/20110905_plasticas_olho_thumb.jpg" alt="" width="450" height="120" /></a><br />
<a title="Olho" rel="floatbox.olho" href="http://www.7luas.com.br/wp-content/uploads/20110905_plasticas_olho_02.jpg"> </a> <a title="Olho" rel="floatbox.olho" href="http://www.7luas.com.br/wp-content/uploads/20110905_plasticas_olho_03.jpg"> </a> <a title="Olho" rel="floatbox.olho" href="http://www.7luas.com.br/wp-content/uploads/20110905_plasticas_olho_04.jpg"> </a> <a title="Olho" rel="floatbox.olho" href="http://www.7luas.com.br/wp-content/uploads/20110905_plasticas_olho_05.jpg"> </a> <a title="Olho" rel="floatbox.olho" href="http://www.7luas.com.br/wp-content/uploads/20110905_plasticas_olho_06.jpg"> </a></p>
<p> <span id="more-1265"></span>Pessoas tendem a agir de maneira diferente quando estão sendo observadas &#8211; ou mesmo quando pensam que podem estar sendo observadas, como no caso das <a href="http://www.amazon.com/SE-Fake-Surveillance-Camera-Sensor/dp/B000KDVT70" target="_blank">câmeras de segurança falsas</a> e do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Panopticon" target="_blank">Panopticon</a>. Mesmo a imagem de um olho muitas vezes já basta para estimular algum tipo de (auto)reflexão (como na série <a href="http://www.thegiant.org/wiki/index.php/Surveillance" target="_blank">Surveillance</a> do Shepard Fairey).  Inspirados pela crescente violência, criminalidade e comportamento escroto de certos grupos que tem habitado nossa vizinhança na região da <strong>Baixo Augusta</strong>, e de posse de uma enorme bóia marítima e vontade de mexer com tinta, decidimos criar um <strong>olho gigante</strong> e pendurar ele na varanda. <strong>Clique na imagem</strong> acima para ver as fotos. </p>
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		<title>Ruído Branco</title>
		<link>http://www.7luas.com.br/tudo/ruido-branco/</link>
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		<pubDate>Tue, 30 Aug 2011 06:33:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>7luas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Update: baixe um mp3 com uma hora de chuva aqui. Mês passado descobri algumas aplicações bacanas para o Ruído Branco. Isso tem me quebrado tanto o galho que decidi publicar por aqui alguma informação e links sobre o assunto. Eu já conhecia o conceito de ruído branco, principalmente no seu uso como base na geração [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" title="Ruído Branco" src="http://www.7luas.com.br/wp-content/uploads/20110828_blog_ruidobranco_thumb.jpg" alt="" width="450" height="120" /></p>
<p><em><strong>Update</strong>: baixe um mp3 com uma hora de chuva <a href="http://archive.org/download/1hCHUVA2loops/1hCHUVA2loops.mp3">aqui</a>.</em></p>
<p>Mês passado descobri algumas aplicações bacanas para o <strong><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Colors_of_noise" target="_blank">Ruído Branco</a></strong>. Isso tem me quebrado tanto o galho que decidi publicar por aqui alguma informação e links sobre o assunto.</p>
<p>Eu já conhecia o conceito de ruído branco, principalmente no seu uso como base na geração de sons e efeitos através de sintetizadores. É o equivalente sonoro à luz branca &#8211; consiste na soma de todas as frequências sonoras em iguais quantidades. Mas eu nunca tinha pensado no ruído branco como uma maneira de amenizar ruídos externos (ou mesmo internos, no caso de quem sofre de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Tinnitus_masker" target="_blank">zumbido no ouvido</a>).</p>
<p><span id="more-1241"></span></p>
<p>Seguindo a analogia com a luz branca, se você estiver em um quarto escuro e algum idiota ficar acendendo e apagando uma lanterna, essa luz será facilmente percebida (e vai te incomodar) &#8211; mas se você ligar a luz do quarto, o imbecil não pode te incomodar mais. O ruído branco tem um efeito similar &#8211; você continua ouvindo os barulhos incômodos, só que eles são amenizados ou mesmo desaparecem por trás do ruído branco homogêneo (analogia cortesia da wikipedia).</p>
<p>Tem um gerador de ruído bacana gratuito (em Flash) em <a href="http://www.simplynoise.com" target="_blank">www.simplynoise.com</a>. Note que além do ruído branco há outras &#8220;cores&#8221; de ruído, como o marrom ou o rosa &#8211; diferentes cores de ruído ajudam a mascarar diferentes frequências de ruídos externos e tem diferentes propriedades particulares, mas no geral o princípio é o mesmo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Chuva</strong><br />
Certos tipos de som ambiente também podem ser utilizados com o mesmo resultado, como o som de chuva, por exemplo (o meu preferido, por sinal). O princípio é o mesmo &#8211; um som constante, sem características particulares que chamam a atenção, e que encobrem um escopo relativamente amplo de frequências sonoras (porisso ouvir música não funciona tão bem para esse tipo de coisa, pois é algo que te distrai e tem muita variação de volume &#8211; a não ser que seja um album que você conhece muito bem, ou que seja bem homogêneo, por exemplo).</p>
<p>Recomendo o áudio com uma excelente gravação de chuva que tem neste site aqui: <a href="http://www.rainymood.com" target="_blank">www.rainymood.com</a> (curiosamente, ele inclui o som de um carro de polícia passando ao longe em um determinado momento, talvez para tranquilizar o ouvinte&#8230;wtf?).</p>
<p>PS: mais links úteis <a href="http://www.makeuseof.com/tag/6-free-white-noise-sites-to-relax-or-set-yourself-to-sleep/" target="_blank">aqui</a> (um amigo usa <a href="http://itunes.apple.com/us/app/relax-melodies-a-white-noise/id314498713?mt=8" target="_blank">este app</a> para o iphone, que parece ser muito bom).</p>
<p>PPS: utilize com moderação &#8211; saturar um sentido por muito tempo não é uma boa idéia (eu mesmo só uso quando não tenho outra opção&#8230;)</p>
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		<title>MATE-ME POR FAVOR</title>
		<link>http://www.7luas.com.br/tudo/mate-me-por-favor/</link>
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		<pubDate>Sun, 28 Aug 2011 23:37:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>7luas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O livro MATE-ME POR FAVOR (McNeil e McCain, 1997) é 80% sobre sexo, drogas e fofocas sobre as estrelas do (punk) rock, mas também tem passagens interessantes sobre a indústria musical, processo criativo e outras coisas bacanas e divertidas. Compilei algumas das minhas preferidas abaixo (eu ia separar por tema, mas pra simplificar mantive a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" title="Ruído Branco" src="http://www.7luas.com.br/wp-content/uploads/20110828_blog_matemeporfavor_thumb.jpg" alt="" width="450" height="120" /></p>
<p>O livro <a href="http://www.lpm-editores.com.br/site/default.asp?Template=../livros/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=627162&amp;ID=836162" target="_blank"><strong>MATE-ME POR FAVOR</strong></a> (McNeil e McCain, 1997) é 80% sobre sexo, drogas e fofocas sobre as estrelas do (punk) rock, mas também tem passagens interessantes sobre a indústria musical, processo criativo e outras coisas bacanas e divertidas. Compilei algumas das minhas preferidas abaixo (eu ia separar por tema, mas pra simplificar mantive a ordem semi-cronológica do livro).</p>
<p><span id="more-1248"></span></p>
<p>****</p>
<p><strong>John Cale</strong> (ex-Velvet): Lá por 1965 Lou já tinha escrito “Heroin” e “Waiting for the Man”. Encontrei Lou pela primeira vez numa festa, e ele tocou suas canções num violão, por isso não prestei a menor atenção, porque eu estava cagando pra música folk. Eu detestava Joan Baez e Dylan – cada música era uma porra de uma pergunta! Mas Lou continuou me infernizando com aquelas letras. Eu li, e elas não eram o que Joan Baez e aquela gente toda estava cantando. Naquela época eu estava tocando com La Monte Young no Dream Syndicate, e a proposta do grupo era tocar cada nota durante umas duas horas.</p>
<p><strong>Paul Morrissey</strong>: A primeira coisa que percebi no Velvet Underground foi que eles não tinham um vocalista, porque Lou Reed ficava muito sem jeito como performer. Acho que ele se forçava a fazer aquilo porque era muito ambicioso, mas Lou não era um performer natural.</p>
<p><strong>Al Aronowitz</strong>: (&#8230;) Mas sempre tive um mau pressentimento em relação à Factory porque todos aqueles freaks arrogantes me davam nojo com sua arrogância e seus maneirismos, o jeito como andavam, se pavoneando por lá. Era tudo pura pose. Nico se tornou uma deles &#8211; estava fazendo a mesma coisa -, mas escapou impune porque era muito bonita, da mesma forma que muita gente perdoou um monte de coisas em mim porque eu escrevia bem.</p>
<p><strong>Danny Fields</strong>: Todo mundo era apaixonado por todo mundo. (&#8230;) Mas as pessoas que mais se apaixonavam eram as que, acho eu, menos trepavam &#8211; como Andy. (&#8230;) Não havia realmente muito sexo, havia mais tesão que sexo. Sexo era muito complicado. Ainda é.</p>
<p><strong>Susan Pile</strong>: As pessoas faziam coisas estranhas quando tomavam speed. Teve um cara que apareceu no Max&#8217;s Kansas City com o braço numa topóia. Todo mundo perguntou: &#8220;O que aconteceu com você?&#8221; Ele disse: &#8220;Oh, tomei um pico de speed e não consegui parar de pentear meu cabelo durante três dias.&#8221;</p>
<p><strong>Iggy Pop</strong>: A primeira vez que ouvi o disco do Velvet Underground e Nico foi numa festa no campus da Universidade de Michigan. Simplesmente odiei o som. Sabe como é: &#8220;COMO É QUE ALGUÉM PODE FAZER UM ÁLBUM COM UM SOM DE MERDA DESSES? ISSO É NOJENTO! TODA ESSA GENTE ME DÁ NO SACO! GENTALHA HIPPIE FODIDA! BEATNIKS FODIDOS, SOU A FIM DE MATAR TODOS ELES! ESSE SOM É UM LIXO!&#8221; Depois, uns seis meses mais tarde, o disco me pirou. &#8220;Oh, meu Deus! UAU! Esse é uma porra de um disco genial!&#8221; Este disco se tornou importantíssimo para mim, não só por causa do que dizia e por ser tão maravilhoso, mas também porque ouvi outras pessoas que sabiam fazer uma música boa &#8211; sem serem nada boas em música. Isto me deu esperança. Foi a mesma coisa que na primeira vez que ouvi Mick Jagger cantando. Ele só consegue cantar uma nota, não tem inflexão nenhuma, e só vai: &#8220;Hey, well baby, I can be oeweowww&#8230;&#8221; Toda canção é no mesmo tom invariável, e é só aquele garoto dizendo as letras. Foi o mesmo com os Velvets. O som era tão simples e ainda assim tão bom.</p>
<p><strong>Scott Asheton</strong>: Iggy tinha raspado as sobrancelhas. Nós tínhamos um amigo chamado Jim Pop que tinha distúrbios nervosos e havia perdido quase todo o cabelo, incluindo as sobrancelhas. Por isso, quando Iggy raspou as sobrancelhas, a gente começou a chamá-lo de Pop. Estava quente pra cacete no Ballroom naquela noite, Iggy começou a suar e aí descobriu pra que servem as sobrancelhas. Perto do fim do show, os olhos dele estavam totalmente inchados por causa de todo aquele creme e purpurina.</p>
<p><strong>Ron Asheton </strong>(Stooges): A gente inventou alguns instrumentos que usou no primeiro show. A gente pegou um liquidificador com um pouco de água e colocou um microfone bem embaixo dele e ligou. Tocamos isto por uns quinze minutos antes de entrar no palco. Era um som incrível, especialmente saindo das caixas de som, todo desconjuntado. A gente tinha uma tábua de lavar roupa com microfones. Então Iggy calçava sapatos de golfe e subia na tábua de lavar e ficava meio que arrastando os pés por ali. A gente pôs microfones nos galões de sessenta litros de óleo que Scotty tocou, e ele usou dois martelos como baquetas. Peguei emprestado até o aspirador de pó da minha mãe porque o som parecia o de um motor a jato. Sempre adorei aviões a jato. VVVVVRRRRR!</p>
<p><strong>Iggy Pop</strong>: Ela gostava de dormir à noite mais do que qualquer coisa e eu gostava de dormir quando bem entendia. Gosto de tocar guitarra a qualquer hora. Então uma noite tive uma idéia pra uma canção &#8211; bem no meio da noite -, mas ali estava aquela mulher na minha cama. Subitamente isto me bateu, naquele exato instante: era impossível. Tinha que ser uma ou outra: ela ou a carreira.</p>
<p><strong>Patti Smith</strong>: Comecei a fazer sucesso escrevendo aqueles poemas longos, quase poemas de rock &amp; roll. E gostava de apresentá-los, mas percebi que, embora fossem maravilhosos apresentados, não eram grande coisa no papel. Não estou querendo dizer que os renego, mas existe um certo tipo de poesia que é poesia de performance.</p>
<p><strong>Dee Dee Ramone</strong>: (&#8230;) [Joey] experimentou fazer fitas de sons diferentes. Uma vez a gente foi no apartamento da mãe dele, que era no vigésimo andar. Estava relampejando, e ele botou o microfone do gravador no parapeito pra gravar o trovão. E o raio atingiu o microfone e queimou tudo. Às vezes ele me fazia bater a bola de basquete por meia hora e gravava. E depois escutava aquilo o dia todo, deslumbrado.</p>
<p><strong>Richard Hell</strong>: Na verdade eu não era talhado pra ser um músico profissional de rock &amp; roll. (&#8230;) Quando comecei, tive um tipo de empolgação com aquilo. Tive exatamente o que quis. (&#8230;) Mas isto se desfez rapidamente. Minhas metas pra música e coisa e tal eram completamente fora do convencional, e aí ficou difícil. Também não gosto de estar na estrada. E nunca consegui entender o que acontece entre um artista e sua platéia, pelo menos quando o artista em questão sou eu. Nunca gostei de ir em concertos. Não entendo pra que as platéias vão a concertos. Não entendo mesmo. Não entro nesta coisa de união que ouço as pessoas descrever. Senti isso num jogo do Knicks; gostei daquela vibração e excitação durante o último tempo do jogo, mas não sinto isso em shows de rock &amp; roll. Não gosto de estar lá com todas aquelas pessoas; quando ficavam olhando pra mim quando eu estava no palco &#8211; eu ficava muito desconfiado com aquilo. Eu era muito desdenhoso em relação a todo aparato. Era bem evidente o quão vazia era aquela porra toda.</p>
<p><strong>Richard Lloyd</strong> (Television): (&#8230;) Quando ouvimos o primeiro disco dos Cars, dissemos: &#8220;Uh, oh. Isso é como a nossa música, mas no estilo comercial. Isso vai tomar nosso lugar.&#8221; (&#8230;) Sempre fomos peculiares. Tom escreve letras que parecem de triplo sentido e não tinha voz de cantor. (&#8230;) Não é uma voz própria pra rádio, isto é certo.</p>
<p><strong>Dee Dee Ramone</strong>: Rock &amp; Roll no piloto automático meio que desensibilizou minha revolta. (&#8230;) Eu também estava farto do visual de garotinho, o corte de cabelo tigela e a jaqueta de motoqueiro. Eu não queria ser um garotinho. Eu não crescia. Quatro sujeitos de meia-idade bancando os delinqüentes juvenis.<em> </em></p>
<p><em>****</em></p>
<p><em>PS: alguns trechos tive que transcrever na mão, então pode ter alguns erros de digitação aí.</em></p>
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