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	<title>7luas &#187; blog</title>
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	<description>7luas - blog</description>
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		<title>Amor Moderno na Golden Shower 2</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Dec 2011 23:50:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>7luas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Duas tirinhas Amor Moderno fazem parte da segunda edição da zine (revista?) Golden Shower, ao lado de mais um monte de gente bacana. Clique acima pra ver a ótima capa do Guazzelli, e leia mais abaixo (tem links pra alguns dos hq&#8217;s). Entre os artistas tem Fabio Lyra, Andrício de Souza, Pablo Carranza (com um hq sobre um cara dedicado a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="Amor Moderno na Golden Shower 2" rel="floatbox.goldenshower2" href="http://www.7luas.com.br/wp-content/uploads/20111205_hq_golden-shower-2_01.jpg"><img class="aligncenter" title="Amor Moderno na Golden Shower 2" src="http://www.7luas.com.br/wp-content/uploads/20111205_hq_golden-shower-2_thumb.jpg" alt="" width="450" height="120" /></a></p>
<p>Duas tirinhas <strong>Amor Moderno</strong> fazem parte da segunda edição da zine (revista?) <strong>Golden Shower</strong>, ao lado de mais um monte de gente bacana. Clique acima pra ver a ótima capa do <a href="http://alemaoguazelli.blogspot.com/" target="_blank">Guazzelli</a>, e leia mais abaixo (tem links pra alguns dos hq&#8217;s).</p>
<p><span id="more-1911"></span></p>
<p>Entre os artistas tem <a href="http://lyra.50webs.com" target="_blank">Fabio Lyra</a>, <a href="http://www.andriciodesouza.com" target="_blank">Andrício de Souza</a>, <a href="http://pablocarranza.com.br/2011/06/27/golden-shower-2-preview/ " target="_blank">Pablo Carranza</a> (com um hq sobre um cara dedicado a comer a Jeannie do Gênio), <a href="http://talktohimselfshow.zip.net" target="_blank">Allan Sieber</a> , <a href="http://www.laerte.com.br" target="_blank">Laerte</a> e muitos outros.</p>
<p>Fora o monte de Daniéis (além de mim), incluindo o <a href="http://danielog.wordpress.com" target="_blank">Og</a> (o traço mais bacana que vi nos últimos tempos),  o Lafayette (hilário o nonsense <a href="http://ultralafa.wordpress.com/2011/09/30/chef-flambe" target="_blank">Chef Flambê</a>), e o Gnattali (com um hq sobre a <a href="http://danielgnattali.blogspot.com/2011/11/saiu-na-golden-shower.html" target="_blank">vida adulta do Calvin</a> sans Haroldo). Também tem ótimas ilustras sacanas de orgia do <a href="http://steingrimveum.com" target="_blank">Steingrim Veum</a> (pra quem não sabe, Steingrim é Daniel em norueguês).</p>
<p>A <a href="http://graoemgrao.wordpress.com/" target="_blank">Cynthia B.</a> está de parabéns &#8211; a <a href="http://goldenshowerz.wordpress.com/" target="_blank">Golden Shower</a> 2 está ainda mais bunita e gordinha que a primeira.</p>
<p><em>PS: na <a href="http://www.7luas.com.br/hq/amor-moderno-na-zine-golden-shower" target="_blank">primeira edição</a> da GS também rolaram tirinhas Amor Moderno.</em></p>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">capa</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">http://1.bp.blogspot.com/-ADDvDDusAWw/TqBCjJcG_GI/AAAAAAAAECY/EpV4zUSA2FU/s1600/untitled.png</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">by</div>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">http://alemaoguazelli.blogspot.com/</div>
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		<title>Will Eisner &#8211; sombra</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Nov 2011 21:03:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>7luas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A exposição o Espírito de Will Eisner (CCSP) tem alguns esboços e originais bem legais do artista. Tirei uma foto de um quadro que mostra lado a lado uma página e o papel vegetal com a sombra a ser sobreposta nela. Não resisti e fiz a montagem digitalmente &#8211; clique acima para ver as imagens. Aviso: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="Will Eisner: à direita, papel vegetal com as sombras." rel="floatbox.eisner-sombra" href="http://www.7luas.com.br/wp-content/uploads/20111128_blog_eisner-sombra_01.jpg"><img class="aligncenter" title="Will Eisner (thumbail)" src="http://www.7luas.com.br/wp-content/uploads/20111128_blog_eisner-sombra_thumb.jpg" alt="" width="450" height="120" /></a></p>
<p><a title="Will Eisner: página apenas com o desenho." rel="floatbox.eisner-sombra" href="http://www.7luas.com.br/wp-content/uploads/20111128_blog_eisner-sombra_02.jpg"></a></p>
<p><a title="Will Eisner: sobreposição com a sombra a 50%." rel="floatbox.eisner-sombra" href="http://www.7luas.com.br/wp-content/uploads/20111128_blog_eisner-sombra_03.jpg"></a></p>
<p><a title="Will Eisner: sobreposição com a sombra 100%." rel="floatbox.eisner-sombra" href="http://www.7luas.com.br/wp-content/uploads/20111128_blog_eisner-sombra_04.jpg"></a></p>
<p>A exposição o <strong><a href="http://catracalivre.folha.uol.com.br/2011/11/o-espirito-de-will-eisner-no-ccsp/" target="_blank">Espírito de Will Eisner</a></strong> (CCSP) tem alguns esboços e originais bem legais do artista. Tirei uma foto de um quadro que mostra lado a lado uma página e o papel vegetal com a sombra a ser sobreposta nela. Não resisti e fiz a montagem digitalmente &#8211; clique acima para ver as imagens.</p>
<p><em><strong>Aviso</strong>: a foto é de baixa qualidade (de celular) e o alinhamento aproximado.</em></p>
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		<title>A Figura Humana (trechos)</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Nov 2011 22:10:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>7luas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Algumas curiosas citações selecionadas do volume 6 da série A Pintura, dedicado à Figura Humana. Da perfeição das diversas partes do corpo da mulher &#8220;Segundo [os artistas hábeis], é preciso que a mulher tenha estatura mediana, para que não incorra no defeito de ser muito grande ou pequena demais&#8221; &#8220;O rosto gracioso, não desfigurado por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Publicidade Enganosa" src="http://www.7luas.com.br/wp-content/uploads/20111110_blog_figura-humana_thumb.jpg" alt="" width="450" height="120" /></p>
<p>Algumas curiosas citações selecionadas do volume 6 da série <strong>A Pintura</strong>, dedicado à Figura Humana.</p>
<p><strong>Da perfeição das diversas partes do corpo da mulher</strong></p>
<blockquote><p>&#8220;Segundo [os artistas hábeis], é preciso que a mulher tenha estatura mediana, para que não incorra no defeito de ser muito grande ou pequena demais&#8221;</p></blockquote>
<blockquote><p>&#8220;O rosto gracioso, não desfigurado por nenhuma ruga; o pescoço, um pouco alongado, carnudo, torneado, de um branco níveo, desenvolto, sem pêlo algum.</p></blockquote>
<blockquote><p>[O]s seios ou mamas, levemente separados, redondos, sem nenhuma flacidez ou moleza, projetando-se moderadamente do colo.</p></blockquote>
<blockquote><p>As nádegas redondas, carnudas, de um branco níveo, arrebitadas, jamais caídas. As coxas, cheias, sobretudo no ponto em que se juntam às nádegas; o joelho, carnudo e redondo. A perna deve ser reta (&#8230;)&#8221;</p></blockquote>
<p><span id="more-1480"></span></p>
<p><strong>As medidas que deve ter o corpo do homem perfeitamente proporcionado</strong></p>
<blockquote><p>&#8220;Ele possui uma costela a menos que a mulher, do lado esquerdo. E possui ossos em todo o corpo. Sua natureza, ou melhor, sua vara, deve ter a medida que agrade às mulheres; que seus testículos sejam pequenos, de bela aparência e frescos.&#8221;</p></blockquote>
<p><strong>Representando a figura humana</strong></p>
<blockquote><p>&#8220;[C]omo, para vestir uma pessoa, primeiro a desenhamos nua e depois a envolvemos de pano, da mesma forma, ao pintar um nu, primeiro colocamos os ossos e os músculos, que depois cobrimos com as carnes&#8230;&#8221;</p></blockquote>
<blockquote><p>&#8220;Os membros dos mortos devem estar mortos, até as unhas. Dos vivos esteja viva a menor das partes.&#8221;</p></blockquote>
<blockquote><p>&#8220;[A] dificuldade de encontrar uma mulher cuja cabeça seja de bela forma e que queira permanecer durante três horas na presença de cerca de sessenta pessoas.&#8221;</p></blockquote>
<p><strong>O pavor</strong></p>
<blockquote><p>&#8220;A boca bem aberta mostra o abalo do coração, pelo sangue que se concentra em sua direção, o que o obriga, se quiser respirar, a fazer um esforço que faz a boca se abrir dessa maneira extrema e que, ao passar pelos órgãos da voz, provoca um som absolutamente desarticulado.&#8221;</p></blockquote>
<p><strong>A orelha</strong></p>
<blockquote><p>&#8220;Sem insistir nesse ponto, eu gostaria de lembrar que a orelha contribui muito para o caráter da cabeça, e que é muito importante exprimi-la por inteiro e com cuidado, e não se contentar em sugeri-la com um traço.&#8221;</p></blockquote>
<p><strong>Os músculos</strong></p>
<blockquote><p>&#8220;Os músculos são meus amigos, mas não conheço nenhum deles pelo nome.&#8221;</p></blockquote>
<p><strong>E, por fim</strong></p>
<blockquote><p>&#8220;Nas imagens humanas produzidas pela arte, a calma é a primeira beleza do corpo, assim como na vida a sabedoria é a mais elevada expressão da alma.&#8221;</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>Obs: não especifiquei o autor das citações &#8211; quem se interessar, faça uma busca <a href="http://books.google.com.br/books?id=Z_NFIOrOSt0C&amp;printsec=frontcover#v=onepage&amp;q&amp;f=false" target="_blank">aqui</a>.</p>
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		<title>Wilson (Daniel Clowes, 2010)</title>
		<link>http://www.7luas.com.br/tudo/wilson-daniel-clowes-2010/</link>
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		<pubDate>Sat, 05 Nov 2011 01:07:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>7luas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Wilson é a última graphic novel de Daniel Clowes, autor de obras fantásticas como Ghost World (1997) e Like a Velvet Glove Cast in Iron (1993). Sempre me atraiu a maneira como este autor consegue comunicar de maneira tão econômica e direta os temas e sentimentos mais complexos (como o clima surreal da narrativa em Like a Velvet [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" title="Wilson" src="http://www.7luas.com.br/wp-content/uploads/20111104_blog_wilson_thumb.jpg" alt="" width="450" height="120" /></p>
<p>Wilson é a última <em>graphic novel</em> de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Daniel_Clowes" target="_blank">Daniel Clowes</a>, autor de obras fantásticas como <strong>Ghost World</strong> (1997) e <strong>Like a Velvet Glove Cast in Iron</strong> (1993).</p>
<p>Sempre me atraiu a maneira como este autor consegue comunicar de maneira tão econômica e direta os temas e sentimentos mais complexos (como o clima surreal da narrativa em <strong>Like a Velvet Glove</strong>, por exemplo). Quem já conhece o trabalho de Clowes vai reconhecer em Wilson o seu humor negro singular, que dá o tom para esta tocante história sobre a vida patética, poética e filosófica de um quarentão amargo e solteirão.</p>
<p><span id="more-1377"></span></p>
<p><img title="Wilson" src="http://www.7luas.com.br/wp-content/uploads/20111104_blog_wilson_01.jpg" alt="" width="450" height="260" /></p>
<p><em>Obs: este post contém spoilers!</em></p>
<p>A princípio o livro parece tratar-se de uma sequência de situações isoladas (uma por página), tendo em comum apenas a presença do protagonista. Mas gradualmente estes breves recortes da vida de Wilson começam a se organizar em torno de um enredo. A história em si, embora pouco original ou mesmo emplogante, surpreende e intriga, principalmente pela maneira como o leitor é timidamente (quase sorrateiramente) apresentado a cada nova revelação.</p>
<p>Dificilmente o leitor se identificará com a personalidade ou as escolhas de Wilson, mas as angústias do personagem são universais &#8211; sua desilusão com a humanidade, comportamento bipolar e visão crítica do mundo. Clowes ainda alfineta alguns grupos em particular, como os religiosos, os nostálgicos, os hipsters e os &#8220;conectados&#8221;.</p>
<blockquote><p>&#8220;If I&#8217;m connected to so many people, why do I feel so profoundly alone every time I turn this thing on?&#8221;</p></blockquote>
<p style="text-align: left;"><img title="Wilson" src="http://www.7luas.com.br/wp-content/uploads/20111104_blog_wilson_02.jpg" alt="" width="450" height="260" /></p>
<p style="text-align: left;">Também é interessante a maneira como o traço empregado pelo autor para desenhar Wilson e o mundo ao seu redor muda a cada nova situação, ora de maneira realista, ora caricatural.</p>
<p style="text-align: left;">É um artifício que Clowes já empregou outras vezes, como em <strong style="text-align: -webkit-auto;">Ice Haven</strong><span style="text-align: -webkit-auto;"> (2005), no qual Clowes também alterna entre um estilo caricatural, quase infantil, e um mais realista. Outro exemplo é </span><strong style="text-align: -webkit-auto;">David Boring </strong><span style="text-align: -webkit-auto;">(2000), que tem determinadas porções da sua narrativa representadas com um estilo de  &#8221;quadrinhos de super-herói&#8221;.</span></p>
<p><img title="Wilson" src="http://www.7luas.com.br/wp-content/uploads/20111104_blog_wilson_03.jpg" alt="" width="450" height="260" /></p>
<p>Apesar de todas as aventuras pelas quais passa o protagonista, e da sugestão de que sua vida de alguma forma muda ou é transformada pelos eventos narrados, a minha impressão final é de que Wilson é simplesmente um fracassado.</p>
<p>Com toda a sua inteligência e capacidade de refletir e filosofiar sobre a humanidade, Wilson nunca parece ter maturidade ou foco para organizar a sua propria vida.</p>
<p><img title="Wilson" src="http://www.7luas.com.br/wp-content/uploads/20111104_blog_wilson_04.jpg" alt="" width="450" height="260" /></p>
<p>Me incomoda um pouco a forma como a estrutura fragmentada do enredo, ao mesmo tempo que intriga e atrai o leitor, também acaba tornando o conjunto de certa forma instável &#8211; em alguns momentos os &#8220;gags&#8221; e piadas pontuais parecem distrair do enredo principal, e vice versa.</p>
<p>Mas no geral esta <em>graphic novel</em> é uma ótima leitura, e representa Clowes em boa forma. A amargura e o tédio da vida de Wilson parecem amenizar a mediocridade das nossas próprias existências, de certa forma celebrando a tragédia (e a beleza) do ser humano.</p>
<blockquote><p>&#8220;I&#8217;m so fucking sick of feeling bad; sick of worrying about my mortality and the goddamn loneliness of the human condition (&#8230;) I am a beautiful creature! I&#8217;m a living monument to nature&#8217;s genius! I&#8217;m alive and breathing and strong! [I'm] a million-in-one fucking miracle!&#8221;</p></blockquote>
<p>Difícil saber se isso é ironia, insanidade ou um sentimento genuíno e duradoro. Talvez os cachorros mereçam mesmo mais carinho e atenção do que as pessoas. Talvez seja essa a epifania final.</p>
<p><em>Obs: tenho outro post sobre o trabalho de Clowes <a href="http://www.7luas.com.br/blog/daniel-clowes/" target="_blank">aqui</a>.</em></p>
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		<title>Fantastic Planet</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Oct 2011 02:09:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>7luas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O filme Fantastic Planet (René Laloux, 1973) é uma viagem &#8211; visual surreal, música lisérgica, efeitos sonoros incríveis e um enredo que parece ter sido inspirado em um bad trip de ácido. Clique na imagem acima para assistir a coisa toda no youtube (8 partes, 1h12min total). Lembro de ter assistido esta animação quando ainda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="Fantastic Planet" href="http://youtu.be/YHIGJR3inLE" target="_blank"><img class="aligncenter" title="Fantastic Planet" src="http://www.7luas.com.br/wp-content/uploads/20110930_blog_fantastic-planet_thumb.jpg" alt="" width="450" height="120" /></a></p>
<p>O filme <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Fantastic_Planet" target="_blank">Fantastic Planet</a> (René Laloux, 1973) é uma viagem &#8211; visual surreal, música lisérgica, efeitos sonoros incríveis e um enredo que parece ter sido inspirado em um <em>bad trip</em> de ácido.<strong> Clique na imagem acima </strong>para assistir a coisa toda no youtube (8 partes, 1h12min total).</p>
<p><span id="more-1303"></span></p>
<p><img class="aligncenter" title="Fantastic Planet" src="http://www.7luas.com.br/wp-content/uploads/20110930_blog_fantastic-planet_01.jpg" alt="" width="450" height="260" /></p>
<p>Lembro de ter assistido esta animação quando ainda era criança (talvez com uns 8 anos de idade) e ficar bastante impressionado. Tive a oportunidade de rever o filme ontem, quando o <a href="http://www.zefrank.com/zesblog/archives/2011/09/fantastic_plane.html" target="_blank">zefrank</a> postou um link para a animação no seu blog.</p>
<p><img class="aligncenter" title="Fantastic Planet" src="http://www.7luas.com.br/wp-content/uploads/20110930_blog_fantastic-planet_02.jpg" alt="" width="450" height="260" /></p>
<p>Fiquei surpreso como, apesar de terem se passado duas décadas, eu ainda lembrava de um monte de cenas e situações do filme.</p>
<p><img class="aligncenter" title="Fantastic Planet" src="http://www.7luas.com.br/wp-content/uploads/20110930_blog_fantastic-planet_03.jpg" alt="" width="450" height="260" /></p>
<p>Enfim, talvez o clima exótico, erótico, violento e filosófico do Planeta  Fantástico não seja o gosto da maioria das pessoas, mas para quem  topar, é uma viagem e tanto!</p>
<p><img class="aligncenter" title="Fantastic Planet" src="http://www.7luas.com.br/wp-content/uploads/20110930_blog_fantastic-planet_04.jpg" alt="" width="450" height="260" /></p>
<p>Na cena acima o protagonista ganha uma roupa cuspida por bichos-da-seda-intergaláticos. Abaixo, um dos momentos mais surreais do filme todo.</p>
<p><img class="aligncenter" title="Fantastic Planet" src="http://www.7luas.com.br/wp-content/uploads/20110930_blog_fantastic-planet_05.jpg" alt="" width="450" height="260" /></p>
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		<title>Olho</title>
		<link>http://www.7luas.com.br/plasticas/olho-2/</link>
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		<pubDate>Tue, 06 Sep 2011 01:46:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>7luas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pessoas tendem a agir de maneira diferente quando estão sendo observadas &#8211; ou mesmo quando pensam que podem estar sendo observadas, como no caso das câmeras de segurança falsas e do Panopticon. Mesmo a imagem de um olho muitas vezes já basta para estimular algum tipo de (auto)reflexão (como na série Surveillance do Shepard Fairey). Inspirados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="Olho" rel="floatbox.olho" href="http://www.7luas.com.br/wp-content/uploads/20110905_plasticas_olho_01.jpg"><img class="aligncenter" title="Olho" src="http://www.7luas.com.br/wp-content/uploads/20110905_plasticas_olho_thumb.jpg" alt="" width="450" height="120" /></a></p>
<p>Pessoas tendem a agir de maneira diferente quando estão sendo observadas &#8211; ou mesmo quando pensam que podem estar sendo observadas, como no caso das <a href="http://www.amazon.com/SE-Fake-Surveillance-Camera-Sensor/dp/B000KDVT70" target="_blank">câmeras de segurança falsas</a> e do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Panopticon" target="_blank">Panopticon</a>. Mesmo a imagem de um olho muitas vezes já basta para estimular algum tipo de (auto)reflexão (como na série <a href="http://www.thegiant.org/wiki/index.php/Surveillance" target="_blank">Surveillance</a> do Shepard Fairey).</p>
<p>Inspirados pela crescente violência, criminalidade e comportamento escroto de certos grupos que tem habitado nossa vizinhança na região da <strong>Baixo Augusta</strong>, e de posse de uma enorme bóia marítima e vontade de mexer com tinta, decidimos criar um <strong>olho gigante</strong> e pendurar ele na varanda. <strong>Clique na imagem</strong> acima para ver as fotos.</p>
<p><a title="Olho" rel="floatbox.olho" href="http://www.7luas.com.br/wp-content/uploads/20110905_plasticas_olho_02.jpg"> </a></p>
<p><a title="Olho" rel="floatbox.olho" href="http://www.7luas.com.br/wp-content/uploads/20110905_plasticas_olho_03.jpg"> </a></p>
<p><a title="Olho" rel="floatbox.olho" href="http://www.7luas.com.br/wp-content/uploads/20110905_plasticas_olho_04.jpg"> </a></p>
<p><a title="Olho" rel="floatbox.olho" href="http://www.7luas.com.br/wp-content/uploads/20110905_plasticas_olho_05.jpg"> </a></p>
<p><a title="Olho" rel="floatbox.olho" href="http://www.7luas.com.br/wp-content/uploads/20110905_plasticas_olho_06.jpg"> </a></p>
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		<title>Ruído Branco</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Aug 2011 06:33:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>7luas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Mês passado descobri algumas aplicações bacanas para o Ruído Branco. Isso tem me quebrado tanto o galho que decidi publicar por aqui alguma informação e links sobre o assunto. Eu já conhecia o conceito de ruído branco, principalmente no seu uso como base na geração de sons e efeitos através de sintetizadores. É o equivalente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" title="Ruído Branco" src="http://www.7luas.com.br/wp-content/uploads/20110828_blog_ruidobranco_thumb.jpg" alt="" width="450" height="120" /></p>
<p>Mês passado descobri algumas aplicações bacanas para o <strong><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Colors_of_noise" target="_blank">Ruído Branco</a></strong>. Isso tem me quebrado tanto o galho que decidi publicar por aqui alguma informação e links sobre o assunto.</p>
<p>Eu já conhecia o conceito de ruído branco, principalmente no seu uso como base na geração de sons e efeitos através de sintetizadores. É o equivalente sonoro à luz branca &#8211; consiste na soma de todas as frequências sonoras em iguais quantidades. Mas eu nunca tinha pensado no ruído branco como uma maneira de amenizar ruídos externos (ou mesmo internos, no caso de quem sofre de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Tinnitus_masker" target="_blank">zumbido no ouvido</a>).</p>
<p><span id="more-1241"></span></p>
<p>Seguindo a analogia com a luz branca, se você estiver em um quarto escuro e algum idiota ficar acendendo e apagando uma lanterna, essa luz será facilmente percebida (e vai te incomodar) &#8211; mas se você ligar a luz do quarto, o imbecil não pode te incomodar mais. O ruído branco tem um efeito similar &#8211; você continua ouvindo os barulhos incômodos, só que eles são amenizados ou mesmo desaparecem por trás do ruído branco homogêneo (analogia cortesia da wikipedia).</p>
<p>Tem um gerador de ruído bacana gratuito (em Flash) em <a href="http://www.simplynoise.com" target="_blank">www.simplynoise.com</a>. Note que além do ruído branco há outras &#8220;cores&#8221; de ruído, como o marrom ou o rosa &#8211; diferentes cores de ruído ajudam a mascarar diferentes frequências de ruídos externos e tem diferentes propriedades particulares, mas no geral o princípio é o mesmo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Chuva</strong><br />
Certos tipos de som ambiente também podem ser utilizados com o mesmo resultado, como o som de chuva, por exemplo (o meu preferido, por sinal). O princípio é o mesmo &#8211; um som constante, sem características particulares que chamam a atenção, e que encobrem um escopo relativamente amplo de frequências sonoras (porisso ouvir música não funciona tão bem para esse tipo de coisa, pois é algo que te distrai e tem muita variação de volume &#8211; a não ser que seja um album que você conhece muito bem, ou que seja bem homogêneo, por exemplo).</p>
<p>Recomendo o áudio com uma excelente gravação de chuva que tem neste site aqui: <a href="http://www.rainymood.com" target="_blank">www.rainymood.com</a> (curiosamente, ele inclui o som de um carro de polícia passando ao longe em um determinado momento, talvez para tranquilizar o ouvinte&#8230;wtf?).</p>
<p>PS: mais links úteis <a href="http://www.makeuseof.com/tag/6-free-white-noise-sites-to-relax-or-set-yourself-to-sleep/" target="_blank">aqui</a> (um amigo usa <a href="http://itunes.apple.com/us/app/relax-melodies-a-white-noise/id314498713?mt=8" target="_blank">este app</a> para o iphone, que parece ser muito bom).</p>
<p>PPS: utilize com moderação &#8211; saturar um sentido por muito tempo não é uma boa idéia (eu mesmo só uso quando não tenho outra opção&#8230;)</p>
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		<title>MATE-ME POR FAVOR</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Aug 2011 23:37:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>7luas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O livro MATE-ME POR FAVOR (McNeil e McCain, 1997) é 80% sobre sexo, drogas e fofocas sobre as estrelas do (punk) rock, mas também tem passagens interessantes sobre a indústria musical, processo criativo e outras coisas bacanas e divertidas. Compilei algumas das minhas preferidas abaixo (eu ia separar por tema, mas pra simplificar mantive a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" title="Ruído Branco" src="http://www.7luas.com.br/wp-content/uploads/20110828_blog_matemeporfavor_thumb.jpg" alt="" width="450" height="120" /></p>
<p>O livro <a href="http://www.lpm-editores.com.br/site/default.asp?Template=../livros/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=627162&amp;ID=836162" target="_blank"><strong>MATE-ME POR FAVOR</strong></a> (McNeil e McCain, 1997) é 80% sobre sexo, drogas e fofocas sobre as estrelas do (punk) rock, mas também tem passagens interessantes sobre a indústria musical, processo criativo e outras coisas bacanas e divertidas. Compilei algumas das minhas preferidas abaixo (eu ia separar por tema, mas pra simplificar mantive a ordem semi-cronológica do livro).</p>
<p><span id="more-1248"></span></p>
<p>****</p>
<p><strong>John Cale</strong> (ex-Velvet): Lá por 1965 Lou já tinha escrito “Heroin” e “Waiting for the Man”. Encontrei Lou pela primeira vez numa festa, e ele tocou suas canções num violão, por isso não prestei a menor atenção, porque eu estava cagando pra música folk. Eu detestava Joan Baez e Dylan – cada música era uma porra de uma pergunta! Mas Lou continuou me infernizando com aquelas letras. Eu li, e elas não eram o que Joan Baez e aquela gente toda estava cantando. Naquela época eu estava tocando com La Monte Young no Dream Syndicate, e a proposta do grupo era tocar cada nota durante umas duas horas.</p>
<p><strong>Paul Morrissey</strong>: A primeira coisa que percebi no Velvet Underground foi que eles não tinham um vocalista, porque Lou Reed ficava muito sem jeito como performer. Acho que ele se forçava a fazer aquilo porque era muito ambicioso, mas Lou não era um performer natural.</p>
<p><strong>Al Aronowitz</strong>: (&#8230;) Mas sempre tive um mau pressentimento em relação à Factory porque todos aqueles freaks arrogantes me davam nojo com sua arrogância e seus maneirismos, o jeito como andavam, se pavoneando por lá. Era tudo pura pose. Nico se tornou uma deles &#8211; estava fazendo a mesma coisa -, mas escapou impune porque era muito bonita, da mesma forma que muita gente perdoou um monte de coisas em mim porque eu escrevia bem.</p>
<p><strong>Danny Fields</strong>: Todo mundo era apaixonado por todo mundo. (&#8230;) Mas as pessoas que mais se apaixonavam eram as que, acho eu, menos trepavam &#8211; como Andy. (&#8230;) Não havia realmente muito sexo, havia mais tesão que sexo. Sexo era muito complicado. Ainda é.</p>
<p><strong>Susan Pile</strong>: As pessoas faziam coisas estranhas quando tomavam speed. Teve um cara que apareceu no Max&#8217;s Kansas City com o braço numa topóia. Todo mundo perguntou: &#8220;O que aconteceu com você?&#8221; Ele disse: &#8220;Oh, tomei um pico de speed e não consegui parar de pentear meu cabelo durante três dias.&#8221;</p>
<p><strong>Iggy Pop</strong>: A primeira vez que ouvi o disco do Velvet Underground e Nico foi numa festa no campus da Universidade de Michigan. Simplesmente odiei o som. Sabe como é: &#8220;COMO É QUE ALGUÉM PODE FAZER UM ÁLBUM COM UM SOM DE MERDA DESSES? ISSO É NOJENTO! TODA ESSA GENTE ME DÁ NO SACO! GENTALHA HIPPIE FODIDA! BEATNIKS FODIDOS, SOU A FIM DE MATAR TODOS ELES! ESSE SOM É UM LIXO!&#8221; Depois, uns seis meses mais tarde, o disco me pirou. &#8220;Oh, meu Deus! UAU! Esse é uma porra de um disco genial!&#8221; Este disco se tornou importantíssimo para mim, não só por causa do que dizia e por ser tão maravilhoso, mas também porque ouvi outras pessoas que sabiam fazer uma música boa &#8211; sem serem nada boas em música. Isto me deu esperança. Foi a mesma coisa que na primeira vez que ouvi Mick Jagger cantando. Ele só consegue cantar uma nota, não tem inflexão nenhuma, e só vai: &#8220;Hey, well baby, I can be oeweowww&#8230;&#8221; Toda canção é no mesmo tom invariável, e é só aquele garoto dizendo as letras. Foi o mesmo com os Velvets. O som era tão simples e ainda assim tão bom.</p>
<p><strong>Scott Asheton</strong>: Iggy tinha raspado as sobrancelhas. Nós tínhamos um amigo chamado Jim Pop que tinha distúrbios nervosos e havia perdido quase todo o cabelo, incluindo as sobrancelhas. Por isso, quando Iggy raspou as sobrancelhas, a gente começou a chamá-lo de Pop. Estava quente pra cacete no Ballroom naquela noite, Iggy começou a suar e aí descobriu pra que servem as sobrancelhas. Perto do fim do show, os olhos dele estavam totalmente inchados por causa de todo aquele creme e purpurina.</p>
<p><strong>Ron Asheton </strong>(Stooges): A gente inventou alguns instrumentos que usou no primeiro show. A gente pegou um liquidificador com um pouco de água e colocou um microfone bem embaixo dele e ligou. Tocamos isto por uns quinze minutos antes de entrar no palco. Era um som incrível, especialmente saindo das caixas de som, todo desconjuntado. A gente tinha uma tábua de lavar roupa com microfones. Então Iggy calçava sapatos de golfe e subia na tábua de lavar e ficava meio que arrastando os pés por ali. A gente pôs microfones nos galões de sessenta litros de óleo que Scotty tocou, e ele usou dois martelos como baquetas. Peguei emprestado até o aspirador de pó da minha mãe porque o som parecia o de um motor a jato. Sempre adorei aviões a jato. VVVVVRRRRR!</p>
<p><strong>Iggy Pop</strong>: Ela gostava de dormir à noite mais do que qualquer coisa e eu gostava de dormir quando bem entendia. Gosto de tocar guitarra a qualquer hora. Então uma noite tive uma idéia pra uma canção &#8211; bem no meio da noite -, mas ali estava aquela mulher na minha cama. Subitamente isto me bateu, naquele exato instante: era impossível. Tinha que ser uma ou outra: ela ou a carreira.</p>
<p><strong>Patti Smith</strong>: Comecei a fazer sucesso escrevendo aqueles poemas longos, quase poemas de rock &amp; roll. E gostava de apresentá-los, mas percebi que, embora fossem maravilhosos apresentados, não eram grande coisa no papel. Não estou querendo dizer que os renego, mas existe um certo tipo de poesia que é poesia de performance.</p>
<p><strong>Dee Dee Ramone</strong>: (&#8230;) [Joey] experimentou fazer fitas de sons diferentes. Uma vez a gente foi no apartamento da mãe dele, que era no vigésimo andar. Estava relampejando, e ele botou o microfone do gravador no parapeito pra gravar o trovão. E o raio atingiu o microfone e queimou tudo. Às vezes ele me fazia bater a bola de basquete por meia hora e gravava. E depois escutava aquilo o dia todo, deslumbrado.</p>
<p><strong>Richard Hell</strong>: Na verdade eu não era talhado pra ser um músico profissional de rock &amp; roll. (&#8230;) Quando comecei, tive um tipo de empolgação com aquilo. Tive exatamente o que quis. (&#8230;) Mas isto se desfez rapidamente. Minhas metas pra música e coisa e tal eram completamente fora do convencional, e aí ficou difícil. Também não gosto de estar na estrada. E nunca consegui entender o que acontece entre um artista e sua platéia, pelo menos quando o artista em questão sou eu. Nunca gostei de ir em concertos. Não entendo pra que as platéias vão a concertos. Não entendo mesmo. Não entro nesta coisa de união que ouço as pessoas descrever. Senti isso num jogo do Knicks; gostei daquela vibração e excitação durante o último tempo do jogo, mas não sinto isso em shows de rock &amp; roll. Não gosto de estar lá com todas aquelas pessoas; quando ficavam olhando pra mim quando eu estava no palco &#8211; eu ficava muito desconfiado com aquilo. Eu era muito desdenhoso em relação a todo aparato. Era bem evidente o quão vazia era aquela porra toda.</p>
<p><strong>Richard Lloyd</strong> (Television): (&#8230;) Quando ouvimos o primeiro disco dos Cars, dissemos: &#8220;Uh, oh. Isso é como a nossa música, mas no estilo comercial. Isso vai tomar nosso lugar.&#8221; (&#8230;) Sempre fomos peculiares. Tom escreve letras que parecem de triplo sentido e não tinha voz de cantor. (&#8230;) Não é uma voz própria pra rádio, isto é certo.</p>
<p><strong>Dee Dee Ramone</strong>: Rock &amp; Roll no piloto automático meio que desensibilizou minha revolta. (&#8230;) Eu também estava farto do visual de garotinho, o corte de cabelo tigela e a jaqueta de motoqueiro. Eu não queria ser um garotinho. Eu não crescia. Quatro sujeitos de meia-idade bancando os delinqüentes juvenis.<em> </em></p>
<p><em>****</em></p>
<p><em>PS: alguns trechos tive que transcrever na mão, então pode ter alguns erros de digitação aí.</em></p>
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		<title>Tim Fite &#8211; folk/gangsta/experimental</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Jun 2011 20:17:34 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[&#8220;everyone gets to make one big mistake. and if your waiting on me well i guess your gonna have to wait. cus im saving mine up for a very very special day. when i can fuck it all up in the most spectacular way.&#8221; O Tim Fite é tipo uma mistura de Beck, Frank Black [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" title="Tim Fite" src="http://www.7luas.com.br/wp-content/uploads/20110609_blog_timfite_thumb.jpg" alt="" width="450" height="120" /></p>
<blockquote><p>&#8220;everyone gets to make one big mistake. and if your waiting on me well i guess your gonna have to wait. cus im saving mine up for a very very special day. when i can fuck it all up in the most spectacular way.&#8221;</p></blockquote>
<p>O <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Tim_Fite">Tim Fite</a> é tipo uma mistura de Beck, Frank Black e Beastie Boys, só que mais esquisito e experimental (mas nem sempre). Volta e meia eu volto a este artista, então resolvi publicar aqui pra quem interessar.</p>
<p>Pra começar, sugiro a Big Mistake &#8211; assista o ótimo clipe no youtube <a href="http://youtu.be/EGc1Dpg0ucM">aqui</a>.</p>
<p><span id="more-1234"></span></p>
<p>Ele tem várias músicas nessa onda mais folk, mas a maioria do que ele produz é mais pro rap/hip-hop-experimental/ironic-gangsta seiláoque.</p>
<p>Dá pra baixar a maior parte dos discos no próprio site dele (<a href="http://timfite.com/">timfite.com</a>). Tem o folk esquisito do  <strong>Change of Heart</strong> (2009) e do the <strong>water island w/ Danielle Stech Homsy</strong> (2006), passando pelo hip-hop (?) do<strong> ding dong, DITCH!!! </strong>(2008), experimentalismo esquisito do <strong>Just For You w/ dr. leisure bka sexy leroy</strong> (2008) e do<strong> 2 Minute Blues</strong> (2006), uns sons deveras dançantes (e meio black?..) do<strong> It’s only ketchup</strong> (2007) (com versos do tipo &#8220;I wanna put my ass in yo ass&#8221;) e o razoavelmente &#8220;equilibrado&#8221;  <strong>Fair Ain’t Fair</strong> (2008).</p>
<p>Os que eu gosto mais são o <strong>Gone Ain’t Gone</strong> (2005) (&#8220;This is not a hit song. It&#8217;s not even a good song&#8221; &#8211; infelizmente não tem esse pra baixar) e o <strong>Over the Counter Culture</strong> (2007) (esse está pra baixar por princípio, por conta do tema do disco).</p>
<p>No site dele tem link pra várias outras coisas legais/bizarras.</p>
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		<title>Blind Movies</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Jun 2011 04:14:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>7luas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O blind movie (ou &#8220;filme cego&#8221;) é uma releitura de um filme em formato de áudio, contendo as músicas da trilha sonora e uma boa porção de som original  (principalmente diálogos). Ouça abaixo: &#124; mp3 &#124; zip (1h23m52s) &#124; mp3 &#124; zip (49m19s) Obs: experimento sonoro sem fins comerciais. Direitos e créditos sobre todo conteúdo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<div style="position:relative;"><div id="jquery_jplayer"></div></div>
<p><img class="aligncenter" title="Ahn. Hm." src="http://www.7luas.com.br/wp-content/uploads/20110603_som_blindmovies_thumb.jpg" alt="" width="450" height="120" /></p>
<p>O <strong>blind movie</strong> (ou &#8220;filme cego&#8221;) é uma releitura de um filme em formato de áudio, contendo as músicas da trilha sonora e uma boa porção de som original  (principalmente diálogos). Ouça abaixo:</p>
<p><span id="playpause_wrap_mp3j_0" class="wrap_inline_mp3j" style="font-weight:700;"><span class="group_wrap"><span class="bars_mp3j"><span class="loadB_mp3j" id="load_mp3j_0"></span><span class="posbarB_mp3j" id="posbar_mp3j_0"></span></span><span class="T_mp3j" id="T_mp3j_0"></span><span class="indi_mp3j" id="indi_mp3j_0"></span></span><span class="buttons_mp3j" id="playpause_mp3j_0">&nbsp;</span></span> | <em style="text-align: left;"><a href="http://www.archive.org/download/Blindmovie-EternalSunshine/20110411BlindmovieEternalFinalMesmo.mp3">mp3</a> | </em><em style="text-align: left;"><a href="http://www.archive.org/download/Blindmovie-EternalSunshine/Blindmovie-EternalSunshine_vbr_mp3.zip">zip</a></em><em style="text-align: left;"> (1h23m52s)</em></p>
<p><span id="playpause_wrap_mp3j_1" class="wrap_inline_mp3j" style="font-weight:700;"><span class="group_wrap"><span class="bars_mp3j"><span class="loadB_mp3j" id="load_mp3j_1"></span><span class="posbarB_mp3j" id="posbar_mp3j_1"></span></span><span class="T_mp3j" id="T_mp3j_1"></span><span class="indi_mp3j" id="indi_mp3j_1"></span></span><span class="buttons_mp3j" id="playpause_mp3j_1">&nbsp;</span></span> | <em style="text-align: left;"><a href="http://www.archive.org/download/Blindmovie-Kick-ass/20110411BlindmovieKickassFinal.mp3">mp3</a> | </em><em style="text-align: left;"><a href="http://www.archive.org/download/Blindmovie-Kick-ass/Blindmovie-Kick-ass_vbr_mp3.zip">zip</a></em><em style="text-align: left;"> (49m19s)</em></p>
<p><em style="text-align: left;"><em>Obs: experimento sonoro sem fins comerciais. Direitos e créditos sobre todo conteúdo usado são dos responsáveis pelos filmes, sons e músicas.</em><br />
</em></p>
<p><em style="text-align: left;"><span id="more-1206"></span></em></p>
<p><strong>Conceito</strong><br />
A idéia por trás do &#8220;blind movie&#8221; não é de substituir ou reproduzir a experiência do filme, mas sim de propor uma nova leitura sobre este conteúdo.</p>
<p>O resultado final é semelhante a uma novela de rádio, audiobook, ou uma trilha sonora como aquelas dos filmes do Tarantino. Pode ser apreciado por quem já assistiu ao filme original ou não.</p>
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