Elementos do Estilo Tipográfico (I)livro | 05/04/12

[A] tipografia, assim como a poesia e a pintura, a tecelagem e a arte de contar histórias, não melhorou. Esse é a maior prova de que a tipografia está mais próxima da arte que da engenharia. Como todas as artes, ela é basicamente imune ao progresso, embora não seja imune à mudança. A melhor e a pior tipografia são tão boas ou tão más quanto sempre foram. (pág 213)

O livro Elementos do Estilo Tipográfico (Robert Bringhurst, 2005 – primeira edição de 1992) é considerado referência na área da tipografia. É um texto denso e informativo, mas ao mesmo tempo leve e bem humorado. Seu escopo é abrangente, abordando tópicos relacionados ao texto e a linguagem de uma maneira mais ampla, bem como ao design. Isso torna a leitura interessante mesmo para quem não é um especialista em tipografia (como é o meu caso – eu mal sei identificar uma Arial).

Reproduzo abaixo algumas informações, idéias e trechos que achei particularmente interessantes na minha leitura deste livro.

Elementos do Estilo Tipográfico (II)livro | 04/04/12

Esta é a segunda parte deste post anterior, com mais algumas informações práticascuriosidades que achei interessantes no livro. Também trato brevemente sobre a questão da relação entre forma e conteúdo e a natureza das mídias digitais.

Amor Moderno na Golden Shower 2hq | 05/12/11

Duas tirinhas Amor Moderno fazem parte da segunda edição da zine (revista?) Golden Shower, ao lado de mais um monte de gente bacana. Clique acima pra ver a ótima capa do Guazzelli, e leia mais abaixo (tem links pra alguns dos hq’s).

Will Eisner – sombrahq | 28/11/11

A exposição o Espírito de Will Eisner (CCSP) tem alguns esboços e originais bem legais do artista. Tirei uma foto de um quadro que mostra lado a lado uma página e o papel vegetal com a sombra a ser sobreposta nela. Não resisti e fiz a montagem digitalmente – clique acima para ver as imagens.

Aviso: a foto é de baixa qualidade (de celular) e o alinhamento aproximado.

A Figura Humana (trechos)livro | 10/11/11

Algumas curiosas citações selecionadas do volume 6 da série A Pintura, dedicado à Figura Humana.

Da perfeição das diversas partes do corpo da mulher

“Segundo [os artistas hábeis], é preciso que a mulher tenha estatura mediana, para que não incorra no defeito de ser muito grande ou pequena demais”

“O rosto gracioso, não desfigurado por nenhuma ruga; o pescoço, um pouco alongado, carnudo, torneado, de um branco níveo, desenvolto, sem pêlo algum.

[O]s seios ou mamas, levemente separados, redondos, sem nenhuma flacidez ou moleza, projetando-se moderadamente do colo.

As nádegas redondas, carnudas, de um branco níveo, arrebitadas, jamais caídas. As coxas, cheias, sobretudo no ponto em que se juntam às nádegas; o joelho, carnudo e redondo. A perna deve ser reta (…)”

Wilson (Daniel Clowes, 2010)resenha | 04/11/11

Wilson é a última graphic novel de Daniel Clowes, autor de obras fantásticas como Ghost World (1997) e Like a Velvet Glove Cast in Iron (1993).

Sempre me atraiu a maneira como este autor consegue comunicar de maneira tão econômica e direta os temas e sentimentos mais complexos (como o clima surreal da narrativa em Like a Velvet Glove, por exemplo). Quem já conhece o trabalho de Clowes vai reconhecer em Wilson o seu humor negro singular, que dá o tom para esta tocante história sobre a vida patética, poética e filosófica de um quarentão amargo e solteirão.

Fantastic Planetfilme | 30/09/11

O filme Fantastic Planet (René Laloux, 1973) é uma viagem – visual surreal, música lisérgica, efeitos sonoros incríveis e um enredo que parece ter sido inspirado em um bad trip de ácido. Disponível na íntegra no youtube (8 partes, 1h12min total). Clique abaixo para ler mais sobre o filme.

Olhoobjeto | 05/09/11


Ruído Brancosom | 30/08/11

Update: baixe um mp3 com uma hora de chuva aqui.

Mês passado descobri algumas aplicações bacanas para o Ruído Branco. Isso tem me quebrado tanto o galho que decidi publicar por aqui alguma informação e links sobre o assunto.

Eu já conhecia o conceito de ruído branco, principalmente no seu uso como base na geração de sons e efeitos através de sintetizadores. É o equivalente sonoro à luz branca – consiste na soma de todas as frequências sonoras em iguais quantidades. Mas eu nunca tinha pensado no ruído branco como uma maneira de amenizar ruídos externos (ou mesmo internos, no caso de quem sofre de zumbido no ouvido).

MATE-ME POR FAVORlivro | 28/08/11

O livro MATE-ME POR FAVOR (McNeil e McCain, 1997) é 80% sobre sexo, drogas e fofocas sobre as estrelas do (punk) rock, mas também tem passagens interessantes sobre a indústria musical, processo criativo e outras coisas bacanas e divertidas. Compilei algumas das minhas preferidas abaixo (eu ia separar por tema, mas pra simplificar mantive a ordem semi-cronológica do livro).

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