MetaFilter é tipo um blog comunitário (aliás, um dos primeiros blogs da internet). Tem de tudo por lá. Recentemente li uma thread deveras interessante e divertida com o seguinte tema:
What in life did it take you a surprisingly long time to realize you’ve been doing wrong all along?
Fui copiando os que eu achava legal e colei aqui:
- “I was probably 12 before I realized that people on the radio singing to “my baby” weren’t singing to their infants.”
- “The chest of Superman’s costume does not feature an intriguing Kryptonian design consisting of abstract yellow shapes on a red background. It’s just a big stupid ‘S’.”
- “My father lied to me a lot when I was a kid. Consequently, I believed that the sky was purple when I wasn’t looking at it until I was about six. Also, that the big flat rocks in the lawn were the tops of mountains. Also, I thought that the reason my shoes were so often under the couch in the morning was because of the rotation of the earth.”
- “That my parents were never going to be satisfied with anything I do, so I might as well do what makes me happy.”
- “That life has no meaning. Liberating.”
Mais algumas no post completo!
(more…)
Meses atrás uma amiga mandou um vídeo que enrolei até agora pra assistir. Não leio muito poesia, mas ela sabe que gosto da poesia e que eu iria gostar das palavras do Paulo Leminski. Gostei mesmo.
“Aos dezessete anos todo mundo é poeta. (…) Ser poeta aos dezessete anos é fácil. Eu quero ver alguém continuar acreditando em poesia aos vinte e dois anos, aos vinte e cinco anos (…) aos sessenta anos.”
“Eu acho que a poesia é o inutensílio. (…) Elas são a própria razão de ser da vida.”
“Você precisa ser tão poeta pra entender um poema quanto pra fazê-lo. Só poetas são capazes de entender poesia.”
“O prazer de usar a linguagem é um dos prazeres humanos maiores (…)”
Vídeo completo aqui.
Paulo Leminski nasceu em Curitiba em 24 de agosto de 1944. Entre outras coisas foi poeta, tradutor, contista, copydesk, redator, publicitário e biógrafo. Morreu em 4 de junho de 1989 devido a uma cirrose hepática. (texto copiado da descrição do vídeo)
Dicas de Bill Griffith sobre fazer quadrinhos (apesar de que muitas delas valem para artistas em geral), desde a idéia, passando pela técnica, arte, até a distribuição e publicação. Leia aqui (via McCloud) .
Minhas preferidas (tradução livre minha - leia nota no final do post):
31) Tente se comunicar, mas não pense nos seus leitores quando criar. Agrade a você mesmo e a alguns amigos. Depois torça pelo melhor.
2) Pode levar anos até encontrar alguma coisa sobre o que escrever.
25) No começo, tente publicar o quanto antes. Ver seu trabalho publicado é extremamente educativo. Todos os seus erros ficam evidentes. Educativo, mas doloroso.
Nota: fiz uma tradução bem livre, deixando as dicas menos específicas a quadrinhos. No item 25, ele fala de publicação impressa (”print”), mas traduzi como publicação de uma maneira geral (até porque ele próprio cita a internet como um dos possíveis meios de publicação).

Uma discussão sobre os diferentes tipos de subversão na arte me fez lembrar de um artista que, entre outras coisas, trabalhava fazendo um uso interessante de palitos de dente (transformando-os em lápis) e de lápis (transformando-os em arte).
O nome dele é João Proteti e, segundo este site (um dos poucos que encontrei com informações sobre o artista), esta fase “lápis” do seu trabalho foi patrocinada pela Faber-Castell.
Clique no banner ou aqui para imagens de trabalhos dele. A primeira peguei neste blog, a outra é de arquivo pessoal.
O artista também publica livros infantis - se interessar, dá uma googleada no nome dele.

Post em homenagem à ótima canção Dig A Pony, dos Beatles (Let It Be, 1970). A música representa um tipo de processo criativo que considero particularmente interessante, numa mistura ideal entre nonsense, narrativa e reflexão existencialista - fora que é um rock dos bons!
You can celebrate anything you want
You can penetrate any place you go
You can radiate everything you are
You can imitate everyone you know
You can syndicate any boat you row
John Lennon tinha isso a dizer sobre a música (1972, via Beatles Bible):
I was just having fun with words. It was literally a nonsense song. You just take words and you stick them together, and you see if they have any meaning. Some of them do and some of them don’t.
Para assistir o clipe clique no banner acima, ou aqui.

Entrei aqui pra fazer um post rápido e descobri que o último post foi o de número 100!
Não costumo fazer meta-posts, mas achei esse um bom motivo. Esta nova versão do site existe há cerca de um ano, e estou satisfeito de ter conseguido manter uma boa frequência de atualizações (nem demais, nem demenos).
Quem interessar saber mais sobre “a história do site”, leia abaixo!
Leia mais…

Aplicativo de pintura procedural criado em 2007 para a geração de uma imagem para concorrer em um concurso de “arte digital”. Clique na imagem acima para ver duas imagens geradas a partir do aplicativo.
Se quiser usar as imagens como Papel de Parede, basta dar um “Save As…” nos links correspondentes abaixo.
This post in english.
Karen Finley é uma artista performática americana polêmica e deveras interessante. Seguem abaixo alguns trechos do seu ensaio I Was Not Expected to Be Talented (1990):
Porque eu deveria fingir parar de beber? Pelas crianças? Merda, elas são a razão porque eu bebo!
Eu sei tudo, esse é o meu problema. Eu sou esperta demais para este mundo (…) Dor sábia, esperta e dirigida. Eu estou sempre certa.
Eu odeio pessoas que racionalizam sofrimento. Eu odeio pessoas que precisam ter uma razão para tudo.
Eu sou uma personificação do Inferno e eu pretendo manter meu demônio pra fora.
Eu quero me tornar dependente de drogas, álcool e sexo de novo.
Trechos retirados do livro “Theories and Documents of Contemporary Art: Source Book of Artists Writings” (1996), editado por Peter Selz e Kristine Stiles (tradução minha).
Site da artista: karenfinley.com

Post rápido sobre um excelente quadrinho com “os heróis da computação” Ada Lovelace e Charles Babbage, criado pela animadora/desenhista Sydney Padua e publicado no blog 2d Goggles. Recomendado para quem gosta de quadrinhos e se interessa por computadores/programação (nerds).
O blog dela é meio bagunçado, mas um bom ponto de partida para ler os quadrinhos é esta primeira história. Além do ótimo desenho, o quadrinho é bem divertido e dá pra ver que a autora entende do que está falando. Ela vai fundo na vida de Ada e Babbage - mais do que muitos pesquisadores “sérios” que tratam das origens da computação.
O blog também serve como um laboratório para a artista que, além dos quadrinhos, publica esboços, experimentos e outros insights no seu processo criativo.
Também recomendo o blog pessoal dela em sydneypadua.com, com ótimos esboços e muito bom humor (veja o desenho e o diálogo que ela criou para ilustrar este post por exemplo).

Desde o final do ano passado tenho criado alguns “Não-Clipes” para as músicas do primeiro album da minha banda, a Máquina Voadora. Não são típicos “clipes de música” - estão mais para acompanhamentos visuais das músicas, às vezes experimental, às vezes narrativos, às vezes Não.
Por enquanto podem ser conferidos os Não-Clipes para as músicas Moscas, Eu Quero Falar, Fora do Corpo e Matar. Clique nos links para ler mais sobre cada um dos videos.
Veja os thumbs